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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ai o Natal e tal



Algumas considerações sobre a época que se aproxima:


- Atenção aos votos de Boas Festas e Feliz Ano Novo a entupir os murais e outros sitios que tais. A  sério! É muito aborrecido começar a receber votos destes várias semanas antes, imagens copiadas até à exaustão com frases choninhas e lamechas, frases feitas copiadas de um qualquer livro da moda.




- Fotos, é o terror! Eu que gosto imenso de fotografia cada vez evito mais abrir fotos. Contraditório? Nada disso é cansativo ver tanta foto que não interessa nem ao Menino Jesus. Tudo nesta altura é desculpa para serem criados longos álbuns de fotografias. Uma estucha é o que é.

- Histórias de Natais mais do que perfeitos ou no outro oposto de Natais que não lembram nem ao Scrooge. De uma vez por todas ninguém tem vidas perfeitas por isso parem lá de atirar com areia aos olhos dos outros. Por outro lado se as coisas não andam famosas não é preciso anunciar aos quatro ventos, fazer-se de desgraçadinho é tão mau quanto querer dar uma de família mega perfeita.

- Listas/sugestões de presentes: salvo raras exceções eu não quero saber o que os outros vão comprar para dar, é mais um sinal de exibicionismo. As exceções são algumas sugestões dadas por revistas ou bloggers que tenham muito know-how.

- Ações de caridade publicitadas a torto e a direito: já lá diz na Bíblia: "que a tua mão esquerda não saiba o que dá a tua mão direita". Ou como sempre aprendi em casa, a caridade começa portas dentro de casa. Acho ótimo que se ajude, mas depois andar a publicitar como quem, estão a ver como eu sou bonzinho, não me parece. 

- Queixar-se de como se está gorda/o depois de ter passado um mês inteiro a lambuzar-se em jantares natalicios. Das duas uma: ou se mantém a linha e para isso fecha-se a boca ou se fecha os olhos à balança e só se volta a olhar para ela depois de 06 de janeiro. Se comem evidentemente que engordam por isso poupem os outros à vossa gula. Chorem e lamentem-se na casa de banho não em público.

Acredito que a lista pudesse aumentar um bocado, mas vá fico-me pelo que me parece ser o mais flagrante. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Descobri que já fui uma bruxa

Sabem aqueles testes que há no facebook. Por piada fiz um sobre a minha vida passada e o resultado foi:


Eu às vezes ainda sou.
Sua vida passada foi marcado por magia e feitiços. Graças ao seu amplo conhecimento de ervas e poções, você era tão igualmente temido e admirado. Embora tenha vivido à margem da sociedade, você gozava de uma liberdade...

 
 
Confesso que fiquei contente e até me identifico um bocado com esta minha vida anterior (a ter existido uma seria interessante ter sido bruxa, exceto se tiver acabado esturricada em alguma fogueira mas não se pensa agora nisso). antes que deitem as mãos à cabeça a pensar que eu tenho algum parafuso solto deixem explicar que eu não me magino como bruxa malvada, mas antes uma espécie de curandeira com os seus pós e ervas ajudaria os outros. Explicação dada acho que vou ali aplicar-me um bocadinho a ver se ainda tenho dotes, porque está na altura de arranjar um dinheiro extra.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

"Faz-me um like" ou a necessidade de aprovação alheia elevada ao limite








Hoje de manhã li um artigo acerca da necessidade que as pessoas têm de ter "likes" nos posts do Facebook e quando alguns minutos mais tarde abri a minha página concluí que estou francamente cansada de tanto post sempre a puxar para o lamechas, ou são músicas ou são fotos, ou são frases copiadas da net e publicadas como forma de alimentar egos e supostamente transmitir uma imagem pessoal de bonzinho. Conclusão é tudo eliminado e só leio 5%, às vezes nem isso, daquilo que ali está publicado e isto é assim praticamente todos os dias.

Voltando ao texto que li o autor conclui que estamos todos viciados em likes e na aprovação de terceiros. Num outro estudo concluiu-se que existem jovens que têm depressões porque não recebem determinado número de likes por dia. 

A necessidade exagerada de aprovação de terceiros revela uma falta de auto-estima enorme e se assim é seria melhor repensar tudo na vida e olharem para dentro de si mesmos e sem medos descobrirem o que vos aflige. Eu convivo diariamente com pessoas que regem as suas vidas por aquilo que os outros vão pensar e com pessoas que se estão marinbando totalmente para o que os outros pensam. Ambos os casos são reveladores de que alguma coisa não está bem. Como se costuma dizer: nem tanto ao mar nem tanto à terra.

Quem é que nos garante que os outros são melhores do que nós e que se nos criticam ou não nos dão um "like" é porque quem está errado somos nós. Será que não é precisamente ao contrário? Quase sempre os outros têm os seus próprios motivos para dizerem ou agirem de determinada forma, mas isso não faz deles senhores da razão. 

Por outro lado acreditar que não se precisa dos outros é viver alienado. Somos animais gregários temos de viver em conjunto porque isso é necessário à nossa sobrevivência, ninguém consegue subsistir sozinho. Por isso o nosso comportamento perante os outros tem importância e as suas opiniões até a um certo ponto está claro que contam.

A linha que separa o que é a saudável convivência da dependência total da aprovação alheia é ténue e basta que a fomação psiquica e emocional de cada um não tenha sido melhor para destabilizar tudo. Esta necessidade sempre existiu e vai continuar a existir o que acredito é que as redes sociais vieram exponenciar a possibilidade de estar em contacto com dezenas, centenas ou até mesmo milhares de pessoas ao mesmo tempo e  que isso tornou publicas necessidades que de outra forma estariam remetidas para um numero consideravelmente menor de pessoas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Um êxito no FB que apreciei de facto: A Criada Malcriada


Acidentalmente tropecei nestas tiras quando me apareceu nas sugestões de páginas do FB. Achei piada ao nome e li e ri e gostei mesmo muito.

Até já existe um livro publicado, quanto ao autor das mesmas, o aninomato foi a sua opção, uma opção compreensível a meu ver, mas seguidores não lhe faltam.

Aqui ficam  duas tiras para vos despertar a curiosidade, porque vale bem a pena ler, os  bonecos são toscos, mas com uma mensagem sempre certeira sobre vários temas da atualidade e a eterna dicotomia entre os ricos e os pobres. Com uma pitada de crueldade que sem ser em excesso se torna bem engraçada.




sexta-feira, 26 de abril de 2013

Até para usar o Facebook são precisas boas maneiras





O facebook está na vida de quase todos nós quer em termos profissionais quer em termos pessoais. Tem feito correr muita tinta sobre as suas vantagens e inconvenientes e a razão que me leva a escrever mais um artigo sobre o facebook é porque percebo que apesar de tudo o que é dito, muitos utilizadores continuam a fazer um mau uso desta ferramenta.

A utilização do Facebook pressupõe (ou deveria pressupor) regras básicas de boas maneiras, porque estamos a interferir na vida dos outros e por isso, como o meu pai sempre me ensinou: "a minha liberdade termina onde começa a do outro".

Aqui vão alguns temas que não deviam ser "postados" porque não interessam a ninguém, nem ao menino Jesus, nada, nadinha (deixa-me reforçar bem esta ideia a ver se entra na cabeça de muito boa gente):

1) Dietas e exercicio: não queremos saber quantas calorias perderam no passeio que deram hoje, nem quantos Kilómetros correram.

2) Fotos de comidas ou bebidas: no ultimo Verão fui bombardeada com milhares de fotos dos lanches, almoços, jantares, ceias e o diabo a quatro que os meus facebook friends andavam a degustar. Ninguém quer saber disto para nada. Comam e bebam e que vos faça bom proveito, mas não queremos fotos.

3) Deixar frases a meio ou colocar comentários enigmáticos: eu sei que se costuma dizer "que para bom entendedor meia palavra basta", mas não é verdade. Na maior parte das vezes fica-se com cara de parvo a ler estes posts e a pensar: já dizias o queres. Se é para alguém em particular que vai entender as entrelinhas mandem apenas para essa pessoa ou pessoas.

4) Requests para jogos: apesar de existirem muitas pessoas que jogam joguinhos do FB outras não acham graça nenhuma (moi nunca jogou nem tenciona faze-lo). Não enviem convites  a torto e a direito. Descubram quais dos vossos  facebook friends joga e convidem-nos a eles.

5) Mães/Pais galinha: Os nossos filhos são um grande motivo de orgulho e quando são pequenos têm muita piada. É certo que sim, mas acreditem que os outros, na maior parte das vezes, não lhe acha assim tanta graça. Mais, a maioria das pessoas publica imagens de menores sem quaisquer cuidados o que é no minimo falta de bom senso.

6) Detalhes da vida pessoal: parece-me que muito boa gente se esqueceu do que significa vida pessoal: quer dizer que não é publica, que não é para ser lida por milhares (sim podem ser mesmo milhares) de outras pessoas.

7) Postar todos sitios onde se vai: onde esteve há cinco minutos? Na taberna do Ti' Quim não interessa nada a ninguém. Ninguém quer saber a sua rotina diária. Se for algum sitio de que gostou bastante e quer partilhar ok, mas todos os sitios não!

8) Albuns de fotos: não percebo o porquê de partilhar as fotos pessoais de férias, jantaradas, com amigos ou sem amigos. A coisa até pode ter sido fantástica, mas partilhar 50 fotos com meio mundo não faz sentido nenhum. Se querem partilhar com a vossa lista completa de facebook friends limitem-se a 3 ou 4 e que sejam mesmo interessantes.

9) Spam de eventos: Não partilhe eventos que nem sabe ao certo o que são.

10) Viciados em likes: não esteja sempre a fazer likes nos posts dos outros, porque dá a ideia de perseguição. Não é cool como muitos pensam.