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quinta-feira, 2 de julho de 2015

O dia em que os bons não se calaram

e depois de alguns anos de luta arrumaram com quem detinha uma maioria que parecia não poder ser deposta.

Até parece que estou a falar de um governo ou de uma qualquer luta histórica. Não foi algo bem mais simples, mas que me provou que de vez em quando os bons, mesmo que não sendo a maioria - conseguiram unir-se a outros e derrubar quem os estava a prejudicar. Hoje estou grata por não ter desistido, por ter feito prevalecer uma decisão que tinha ficado pendente há uns meses atrás, mas que hoje tive a oportunidade de a ver vencer.

A perseverança, a certeza daquilo em que se acredita, podem parecer difíceis de se manter quando a maioria diz que não e quase somos obrigados a recuar - não a  seguir a manda, mas a manter neutralidade - mas quando uma nova oportunidade surge e afinal se descobre que há outros que tal como nós acreditam no mesmo e vêm em nosso auxilio faz-nos compreender que vale a pena mantermo-nos no caminho do que acreditamos.

A vitória hoje alcançada parecia longínqua há três meses atrás e por isso soube ainda melhor depois de alcançada.

 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Quem está cansado de ouvir falar da Grécia levanta a mão no ar



Acreditem que já li mutos artigos de opinião, muitas noticias acerca da Grécia e concluí como em quase tudo o resto há opiniões para todos os gostos há quem disserte com palavras ocas há quem tente trocar tudo em miudos, há os velhos do Restelo e os sonhadores. Mas no fundo no fundo ninguém sabe o que vai acontecer. 

Conclusão: mas para quê gastar tanto latim (sim porque o meu grego está para lá de enferrujado e por isso é mesmo em Português que leio) a opinar tanto e em todo o lado se no fundo não passam de palavras levadas pelo vento (e olhem que hoje aqui pelo Porto até está bem ventoso). 

A sensação com que fico é que cada vez mais as pessoas gostam mesmo é de escrever e mandar uns paplites não só para alimentar os seus egos, como para tentar provar ser o mais esperto da rua dele. 

Por isso o melhor que se faz é aguardar pelo desenrolar dos acontecimentos, porque o que tiver de ser será e entretanto saltar pelos interminaveis posts que pairam nos murais. 

Da Grécia interessava-me mesmo era estar numa destas magnificas ilhas, o resto e a forma como isso nos possa ou não afetar aqueles deuses todos que eles lá têm que tratem disso.


Retirada da Internet

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Serenidade

Encontrar a nossa paz de espírito e um caminho a seguir no meio de um momento de profundo stress e angústia é um gande desafio para qualquer um. Poucos são os que se conseguem manter impávidos e serenos ante as grandes tormentas ou as contrariedades que por vezes nos assolam de forma caótica e quase simultâne. Mas ter o poder de criar um distanciamento nos momentos em que estamos quase no ponto de saltar a tampa, descarrilarmos e de começaramos a falar o que a seguir queriaos não ter dito é talvez o maior poder que devemos querer alcançar. Porque a seguir, quando controlamos e nos dominamos, tudo começa a endireitar-se e começamos a ver melhor e mais ao longe. 

Como recuperar o controlo:

1 - fechar a boca, mesmo que as palavras estejam prontinhas para serem ditas.
2- respirar fundo e pausadamente pelo nariz até que as palavras já não queiram sair pela boca
3 - esperar que tudo fique calmo ao redor e sobretudo que tudo se aquiete dentro de nós, respirar fundo e compreender onde nos doi mais e focar ali a nossa atenção  e deixar sair a raiva, a tristeza ou a mágoa
4 - se necessário pedir desculpa ao outro, mas só depois de pedirmos desculpa a nós mesmos porque só quando sentirmos que erramos é que vamos ser sinceros. 
5 - esperar o tempo que for preciso até que as coisas se resolvam e regressemos ao caminho certo

Conseguir ver sempre o sol acima das nuvens, esta imagem de que existe um dia de sol claro na nossa vida mesmo quando atravessamos a maior tempestade transmite um sentimento de conforto e de segurança. 


Apre que não aguento mais (este era de ontem)


Amanhã vou ter a sala neste estado se ninguem ligar o aquecimento

Eu bem tento ver novas coleções, eu bem ligo o forno a ver se me aqueço, mas o raio do frio não nos larga. Para cumulo hoje de manhã achei que trazia uma camisola a mais e tirei-a a contar que aqui no estaminé o aquecimento geral (quando digo geral é os espaços comuns tipo hall e corredores que já aquece a sala) estivesse ligado. Mas pelos vistos esqueceram-se que hoje é dia trabalho e mantiveram-no desligado. 

Conclusão tenho o casacão de pêlo pelas costas porque não aguento o frio nas costas e a coluna tem-se ressentido, mostrando-se bem mais contraída, mesmo com exercicio regular. 

À hora do almoço fui fazer uma caminhada e concluí que estava mais quente na rua do que no estaminé. Mais valia ir trabalhar lá para fora.


De qualquer forma Boa Semana para todos nós. 






quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Ainda a propósito dos sonhos de infância






Para vos dizer que em miuda o meu sonho era ser bailarina de ballet clássico. A minha mãe, senhora de ideias vanguardistas  pós 25 de Abril optou por me colocar na ginástica - eu gostava é claro que gostava e está claro que até poderia ter enveredado pela alta competição não fosse a mãe ter decidido que os estudos eram o mais importante e não andar por aí a fazer pinos, mortais, piruetas em cima de traves, etc. Mas aqui confesso que eu gostava mesmo era de ir espreitar as aulas de ballet na outra sala, sempre que podia. Aquela professora, que na altura contava já com 60 anos, ensinava posturas, passos àquelas meninas de maiot cor-de-rosa e sabrinas cor de rosa de pontas. E nos saraus era mesmo lindo vê-las dançar. Em casa eu podia dançar em bicos de pés, mas claro que nunca em pontas, e o meu maiot era em azul turquesa e as sabrinas eram brancas, mas o que importava mesmo era dançar porque na minha cabeça tudo era cor-de-rosa. Toda a vida gostei de dançar mas o sonho de ser bailarina foi ficando na infância. Até que num dia de Agosto descobri o método Ballet Beautiful. Não se trata de ter aulas de ballet, mas sim de treinar com base no ballet. E é ótimo ter a oportunidade de treinar com base neste método. Desde então são os meus exercicios diários e sinto-me tão bem a pratica-los porque me trazem as memórias cor-de-rosa e foi a minha forma de pôr em prática o meu sonho de criança. 

Deixo-vos aqui uma das entrevistas concedidas pela mentora do projeto para que possam conhecer um pouco mais deste método e compreenderem a diferença relativamente a outros métodos de treino. 

Sonhos de criança concretizados na idade adulta






Quando somos pequenos todos temos um ou mais do que um sonho: ser médico, patinar, ser jogador de futebol, ser cantor, ser bailarina, ser pintor, eu sei lá a imaginação não tem limites assim como os sonhos. Mas depois a vida dá umas quantas voltas baralha-nos os sonhos, crescemos e eles ficam por concretizar. Um dia mais tarde se tivermos filhos vamos querer que eles cumpram esses nossos sonhos, poque o nosso tempo passou, claro está que as nossas crianças têm os sonhos delas e na maior parte das vezes não coincidem com os nossos, porque a infância deles não é a nossa infância. Há pais que lidam mal com isto e que querem obrigar os filhos a serem o que eles não conseguiram ser, sem nunca compreenderem que se isso os deixaria felizes tal sonho pode-se tornar num fardo para o filho e não deixa-lo feliz. 

Mas o que é importante perceber é que nós é que não devemos desistir dos nossos sonhos e que mesmo na idade adulta estamos muito a tempo de os concretizar, se não formos médicos podemos sempre aprender algo nesta área frequentarmos formações que nos confiram noções básicas e que até podem ajudar outros. Se não somos jogadores de futebol podemos sempre fazer uns jogos com os nossos amigos e filhos pois claro, podemos sempre inscrevermo-nos num curso de pintura, num coral, ou voltarmos a tocar aquele instrumento que aprendemos em pequenos. 

Ontem ao falar com uma pessoa conhecida descobri que o sonho dela de criança era saber andar de patins e que tinha pena de não tre aprendido. Mas isso vai mudar me breve porque se vai inscrever numa escola de patinagem e o filho mais velho vai com ela porque também quer experimentar. Conheço algumas pessoas que quando se reformaram foram para as chamadas universdidades seniores e se dedicaram a retomar as suas actividades preferidas fosse pintura, escultura ou música. 

Ou seja não há uma idade especifica para realizarmos os nossos sonhos de criança e nunca se esqueçam disso. 

 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ainda bem que já estou a meio da semana

Segunda-feira: primeiro dia de aulas do pimpolho no 1º ano. No Domingo estava a mochila pronta verifiquei tudo 10 vezes a ver se não faltava nada, não o podia deixar ir para a escola sem os materiais pedidos. Segunda de manhã preparar lancheira, verificar mais duas vezes a mochila e duas a lancheira. Lá vamos nós pela rua fora (sim a escola é mesmo a dois minutos de casa) chego à escola consigo entrar no recreio durante 30 segundos e ainda com uma vigilante a dizer: - tem de sair, não pode estar aqui, tem de sair, tenha paciência. O miudo perdido e eu a aguentar-me para não lhe dizer: cale-se que eu já saio! Só consegui dizer-lhe procura por aí o T ou a R, o pai vem buscar-te, a mãe gosta muito de ti. Saí antes que levasse um pontapé no traseiro do raio da vigilante. Cheguei cá fora e fiquei sorrateiramente a espreita-lo, coitadito ficou no mesmo sitio a ver o que se passava. Mas tudo correu bem e no fim do dia já havia histórias a contar.

Terça-feira: Segunda à noite não consegui tratar de tudo o que tinha para fazer, comecei a terça a acabar o que estava para trás de segunda o que é uma má opção, comecei a stressar e acabei por me atrasar. Começo o dia no dentista e com menos um dente ou seja com uma má disposição para o dia todo. Consegui cumprir todas as tarefas de terça e assim cheguei a quarta cansada para burro a precisar que fosse já sexta-feira, mas a pensar que o pimpolho está contente na escola, que já só faltam dois dias para sabado e que vou conseguir geri-los melhor. 

Não sei quando vamos entrar nos novos horários, até porque o pimpolho tem um bio ritmo noctivago e faze-lo adormecer cedo não está a ser nada fácil, também aqui já percebi que estava bem enganada se pensava que lhe bastavam dois dias a levantar-se mais cedo para o adormecer mais cedo. 

No final acho que o que importa é ter calma e não desesperar porque há uma derrapagem ou as coisas não se encaminham para onde nós queremos logo nos primeiros dias. Aproveitar o que está a correr bem para nos animar para tudo o resto. 

Confesso que tive de me obrigar a vir aqui escrever este texto, mas ainda bem que o fiz, porque é bom para manter a cabeça arejada das minudências diárias.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Cenas Minhas: para os dias de cão

Todos os temos, aqueles dias em que os demónios se soltam e nos infernizam a existência. Hoje deixei este comentário num outro blogue e resolvi partilha-lo aqui com vocês para que ajuda não seja só para um.



Ok todos temos dias de cão e eu tenho 38 quase a fazer 39 e tenho dias, ou madrugadas, que as neuras aparecem a qualquer hora, e as minhas começam normalmente às 5h da matina. Entendo perfeitamente essa frustração, também tenho um emprego da treta que serve para pagar as contas e às vezes mal chega. Se há receitas de felicidade ou para mudar de vida também não as conheço e se mudar de vida é num click não é não, minha senhora. Mudar de vida só é um click para quem não tem famílias a cargo ou mesmo tendo-as tem riqueza suficiente. A minha receita? Evitar a todo o custo ser esmagada pela diabólica frustração: ter 6 coisas boas em que pensar quando os demónios se soltam e usa-las para combate-los repetindo-as em voz baixa até que eles se arrumem. Viver um dia de cada vez e manter um projecto de vida, um trabalho ou qualquer outra coisa, e acreditar que um dia vai acontecer. Era isto e um abraço.

INÊS
 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Pensamento do dia: não percam tempo a desejar a vida alheia






A todos aqueles que sentem inveja da beleza alheia, dos carros alheios, das casas alheias, das férias alheias, da roupa alheia, dos maridos/mulheres dos outros e tudo o mais que possa ser invejado o meu conselho é este: olhem para a vossa vida e ocupem-se dela e invistam mais tempo nas vossas relações, em melhorar o vosso guarda-roupa, em fechar a boca e assim obter uma silhueta mais próxima da que invejam, em poupar até conseguirem fazer as tão almejadas férias, ou comprar a casa ou o carro que tanto invejam. Não vale a pena deitar o olho gordo para cima do outro e lamuriar-se que ele é que tem sorte e que vocês são uns desgraçadinhos e que nunca a sorte vos sorriu. Na realidade o que é que vocês sabem acerca do outro? Quais os sacrificios que possam ter sido feitos para conseguir alcançar determinada coisa? Quais os investimentos pessoais que possam ter dado origem a? Sim porque os factores genéticos, a sorte ou heranças são para poucos, a maior parte tem de se esforçar diariamente e anos a fio, essa é que é a verdade.

Gastem antes as vossas energias em melhorar todos os dias um pouco mais e estipular objetivos concretos e realizaveis vão se sentir muito melhor acreditem. 

INÊS

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Acerca do conflito entre Israel e a Palestina (a ver se com bonecos a coisa vai lá)



Esta manhã estive a ver este breve filme que explica de forma clara e elucidativa do que se trata este conflito com tantas décadas e  que parece não ter uma solução à vista. Ou melhor dizendo, a mensagem aqui deixada é que se através da politica não se encontra uma solução que seja cada um de nós, enquanto opinão pública, a pressionar os governos a encontrarem uma solução. 

Achei interessante e por isso aqui fica a minha pequena contribuição ao partilhar o video com os meus leitores. Se acharem por bem façam-no vocês também. 


 Inês

terça-feira, 22 de julho de 2014

Como saber que se bateu no fundo do poço

ou como eu descobri que estou a precisar de descanso antes que acabe por envenenar a família acidentalmente ou me internem num hospício porque os miolos fritaram.

Deixem-me esclarecer o seguinte: estou na 98ª virose desde o inicio do ano lectivo. Este ano lectivo o pimpolho foi para a pré-escola pela primeira vez e a nossa saúde foi-se logo ao 4º dia de frequência em que ele apanhou uma coisa semelhante a uma gastroenterite e nós (pais) também.  Está claro que o pediatra das urgências exultou de alegria porque segundo ele quando os filhos vão para os infectários infantários os pais ficam vacinados. E nós pais não acreditamos e pensamos: está bem está, nós em crianças tivemos todas as doenças e mais alguma a nós não nos pega nada. Pois... ou então pega. Esquecemo-nos que a última vez que tínhamos estados doentes e criança tinha sido há 30 anos! Os micróbios andaram metidos uns com os outros - tipo orgia - e depois criaram-se outras espécies e nós não conhecíamos essa nova bicheza e por isso andamos sempre doentes.

Então vamos lá às cenas caricatas do dia:

1ª - perguntar a uma colega que conheço há 10 anos porque é que o nome dela aparece no identificador de chamada do telefone fixo quando atendo a chamada dela. Só ouço pessoal a rir às gargalhadas. OK haja bom humor no local de trabalho.

2ª - pegar no tacho para cozer a massa e em vez de lhe deitar água, deitar... detergente.

E agora vou mas é para a cama antes que coisas mais estranhas aconteçam.

 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

E depois da tareia de sexta...

e de um fim de semana ai ui ai ui ai que doi hoje lá estava eu caidinha, mas como quero ir treinar durante toda a semana optei por fazer um par de exercicios (são três pares) a ver como me sentia. Correu bem e conclui que estou mesmo a integrar a prática desportiva na minha vida e que o corpo já lhe está a tomar o gosto. Vejam lá que até pedi trabalhos de casa para o mês de Agosto para não perder o ritmo.


Comecei à quase 4 meses numa altura em que estava dseseperada da minha coluna, as massagens terapêuticas não estavam a ser suficientes, custava-me imenso fazer caminhadas, qualquer brincadeira com o pimpolho significava uma crise pela certa. A parte psicológica estava de rastos porque viver com dor todos os dias é complicado, só pensava: estou tramada se ainda nem aos 40 anos cheguei e isto já vai assim daqui a 20 anos não me mexo. A médica disse-me de caras que eu ia ter de ser operada à coluna lá para os 50 anos (e eu mandei-a dar uma curva e das grandes). Até que um dia encontrei o ginásio que me interessava e tudo começou a mudar. Os exercicios de correção da postura, fortalecimento muscular e terapia para as zonas criticas por forma a "desfazer" as contraturas musculares começaram a fazer o efeito desejado: as crises foram-se espaçando cada vez mais, as dores foram desaparecendo, a tonificação muscular ajudou a redifinir a silhueta, a parte emocional também saiu bem mais fortalecida. 

Por isso é que nunca se baixam os braços, há sempre uma solução no caminho que trilhamos, se não for esta semana será nas próximas.



sexta-feira, 11 de julho de 2014

É o que acontece quando se adormece...

Bolas hoje adormeci, acordei 20 minutos depois da hora. Fiquei logo zonza da cabeça, tive de andar na correria e como já estava atrasada o meus neurónios deram um nó e tive um ataque de esquisitice com a roupa. Costumo ter sempre dois conjuntos preparados, mas hoje experimentei 4! Conclusão ainda me atrasei mais e acabei com um conjunto e os acessórios do primeiro conjunto ontem escolhidos, podia ser pior, mas também podia ser muito melhor. 

Houve acidente na VCI e claro que a Estrada da Circunvalação - por onde venho todos os dias - estava mais congestionada (vamos indo que são férias escolares, senão nem às 10.00h chegava). Mais atrasos. 

Chego ao estacionamento e quando estou a sair do carro reparo no carro que estava a estacionar ao lado do meu e que era igualzinho ao de uma colega minha com quem eu até queria falar. O que é que faço? Lógico que quando passo à frente do carro me ponho a acenar toda contente, mas nisto percebo que o condutor não era o marido da minha colega e olho para o passageiro ao lado e concluo que não é a minha colega. Simpaticamente ele acena-me de volta, mas ela estava a olhar para mim com ar bastante surpreendido. Continuo a andar bem acelarada para não me cruzar com eles na entrada. E eu sei que há mais Yaris cinzentos naquele parque, mas o que querem u queria tanto falar com a H. que me esqueci de confirmar se era mesmo ela!

E assim se começa uma manhã bem atrasada.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pessoas vitimizadoras




Não tenho paciência para pessoas que se fazem de vítimas que são choninhas e que em vez de tentarem aceitar que estão erradas culpam o mundo inteiro.

Todos conhecemos pessoas que quando estão aborrecidas com alguém ou com alguma coisa descarregam as frustrações que sentem nos outros como se a primeira pessoa que se cruza no seu caminho fosse um excelente bode expiatório. Depois torna-se um ciclo vicioso porque se o bode expiatório não se fica e dá uma resposta à altura, a pessoa fica com mais raiva ainda ou então fica muito deprimida e vitimiza-se e volta a  repetir o mesmo comportamento. Até que chega ao ponto em que fica sozinha contra o mundo. O mundo está todo contra ela, é uma vitima das maldades dos outros - aos seu olhos bem entendido.

Nunca é capaz de admitir que o problema está em si e que são os seus comportamentos que conduzem às reações nos outros. E o azedume vai toldando-lhe o ser e a inveja da felicidade alheia vai-se apoderando e corroendo por dentro. Não há relacionamento que dure porque passa o tempo em discussões e implicâncias e ciúmes por vezes doentios e claro que ninguém é suficientemente bom.

Tornam-se insuportáveis para todos ao ponto de poucos serem os que conseguem ficar ao seu lado acabando sozinhos e enleados numa teia de culpabilizações e esquemas maquiavélicos. Num sofrimento do qual não sabem sair.  E afinal bastava olharem-se ao espelho e assumirem que estão sempre a cair nos mesmos erros porque não admitem que o problema começa em si e não nos outros. 



 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

As tarefas para resolver são como as cerejas

andam sempre aos pares e nunca é só um par.

Bolas mas que canseira num só dia tive tanta trapalhada para resolver que nem sabia ao que acudir primeiro. Isto de ser responsavel por duas áreas de trabalho é o que dá: ser solicitada ao mesmo tempo para ambas e não misturar alhos com bugalhos por vezes torna-se difícil.

E o que me aborrece mesmo é ter de andar a resolver problemas que os outros arranjaram e que eu não enho culpa de nada, mas que em última análise sou eu que tenho de resolver. Arre que há dias em que é demais!

Conclusão método e disciplina continuam a ser os meus aliados fundamentais e manter a calma muita calma mesmo, porque stressar só aumenta o risco de errar.

Nesta alturas é respirar fundo e partir para a próxima tarefa.



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Pessoas para quem viver é uma maçada


Todos temos direito às nossas neuras desde que saibamos ultrapassa-las, mas há pessoas que são uma neura permanente e não se cansam de o ser.

Não suportam as gargalhadas que escutam e não conseguem lidar com a felicidade dos outros. Fecham-se como ostras no seu mundinho depressivo. Ficam encravadas nos seus problemas, que são sempre os maiores do mundo, não evoluem descabelam-se à minima contrariedade e arrastam consigo os outros que por pena lhes tentam dar uma mão sem perceber que ao dar mão estão a ser sugados para o vórtice de um tornado. 

Ninguém pode estar feliz à sua volta. Se não recebem a solidariedade alheia a que julgam ter direito ficam ressabiadas e  ofendidas.


Só me pergunto o seguinte: será que ainda não perceberam que só se vive uma vez; que por muito más que as coisas estejam há sempre a hipótese de recomeçar;  quanto mais se desgastam e se descabelam pior ficam; que ninguém tem culpa que as coisas lhes estejam a correr mal?

No fundo a felicidade só depende da forma como encaramos a vida e por isso só depende de nós mesmos. (soou a lugar comum? Desta vez era preciso)


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Gosto de pessoas que se saibam rir de si mesmas





Para mim é um sinal de segurança e de confiança em sim mesmo. Saber rir-se de si próprio significa que se sabe que mesmo quando fazemos ou temos algum incidente estamos suficientemente seguros para brincar com o que de menos bom nos acabou de acontecer, mas também para admitirmos que temos falhas, mas que não faz mal desde que estejamos conscientes delas. Ajuda a aliviar o stress por vezes causado pela situação e aligeirar o ambiente. 

Rir-se dos outros é muito fácil e quase todas as pessoas o fazem. Mas conheço algumas que se ficam na mesma situação consideram isso um grande aborrecimento e ai de quem se ria ou faça alguma piada acerca do assunto. Revelam insegurança e pouca auto-estima é o que é.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Conselho do dia: E se em vez de discutir escrevesse

No seguimento da linha de pensamento quando falar só piora tudo ocorreu-me uma outra ideia: escrever tudo o que me apetecia dizer quando estou aborrecida. Resultado elaborei um longo texto que fui lendo e corrigindo e depois de o ter lido e corrigido até ter encontrado a redação final dobrei o papel e guardei-o durante uns dias a ver. Três dias depois reli pela última vez o que tinha escrito e de repente já não me pareceu assim tão importante e por isso destruí o papel e esqueci o assunto.

Se se deve fazer isto com tudo? Claro que não, porque há situações em que é preciso falar expor por vezes discutir e no final ultrapassar a seguir em frente. Mas noutras tantas ocasiões há coisas que na altura nos parecem importantíssimas, mas que se falarmos de cabeça quente podemos arranjar um conflito por algo que passados três dias deixou de ter qualquer importância porque as soluções foram surgindo, porque o facto de escrevermos e reescrevemos faz-nos pensar até que ponto isso deve ser falado ou não.

A serenidade que adveio de eu me ter mantido em silêncio enquanto descarregava a minha raiva no papel foi o mais importante.

E por hoje é isto. Escrevam pelo bem das vossas relações, mas escrevam em privado não vale publicar isso aí só se vai arranjar ainda mais sarilhos.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Aproveitar os saldos usando a cabeça e não o coração



Estou a escrever este post para mim mesma em primeiro lugar, porque já cometi alguns desaires no que a compras em saldo diz respeito.

Todas nós adoramos saldos, conseguir uma bela pechincha é excelente sem dúvida, mas por vezes essas ditas pechinchas que nos pareciam um verdadeiro achado saem-nos furadas e lá ficam no armário a ganhar mofo e o nosso dinheirinho ali fica perdido.

Por isso criei uma lista de coisas que devemos sempre ter em consideração antes de nos aventurarmo-nos nos saldos.

1) Comprar o tamanho certo: por favor não comprem um número acima pensando que ah e tal depois mando arranjar ou ai que eu gosto tanto que não faz mal ser mais folgadinha, ou no caso de sapatos meto uma palmilha e já está. Não comprem um tamanho abaixo imaginando que vão emagrecer para a usar ou que vão conseguir enfiar os pés dentro de uns sapatinhos mais pequenos e que nada de mal virá daí. ERRADAS ambas as situações. 

Os arranjos de roupa não são assim tão baratos, por isso atenção, com o que vão gastar neste extra podem acabar por perder o que pouparam.

O meu exemplo: aqui há uns anos adorei um casaco que trouxe um tamanho acima e mandei ajustar paguei 49.00€ pelo casaco e gastei 15.00€ no arranjo ao todo gastei 64.00€ e o casaco custava 70.00€ sem ser em saldos. Má opção

Roupa que fica folgada acaba no fundo do armário ou num saco sem ver a luz do dia, porque de facto não nos assenta nada bem e a costureira diz que para ser arranjada vai desvirtuar o corte. tal como roupa justa também vai acabar no armário a um canto porque se a compramos pensando que temos de baixar um numero e depois não nos aplicamos à séria vamos esconde-la bem no fundo da gaveta para esquecermos.

O meu exemplo: comprei um vestido de verão para a praia gostei muito da cor, do corte e do preço. Por isso trouxe um XL (o meu tamanho naquele modelo seria o M). Surpresa, não assentava bem em lado nenhum, arranjar semelhante coisa ia alterar o corte e não havia garantias de que gostasse do resultado final.

Calçado: No inverno de 2012 comprei dois pares de sapatos com 60% de desconto. Toda orgulhosa andei inchada com a minha esperteza, mas esqueci-me que os sapatos eram para usar na primavera e no verão e  devido ao meu problema de retenção de liquidos e má circulação os pés não couberam nem por 10 minutos porque estavam mais inchados do que no inverno. Estão lá novinhos em folha na caixa. O contrário também aconteceu trouxe um tamanho acima e depois mesmo com a palmilha lá dentro saem-me dos pés.

2) Comprar roupa que não tem nada a ver com o resto do que está no armário: ai que gira que é esta cor, ai vai dar com aquela saia, vestido, calças... ou não. Esqueçam se pensam que têm na cabeça memorizados os tons exactos das vossas roupas, porque salvo raras exceções não têm. Conclusão: pensam que estão a trazer um verde que vai mesmo combinar com os verdes que lá estão e depois não servem para nada, porque não combinam. No meu caso o erro foi na cor verde, mas qualquer outra cor pode variar muito de estação para estação. E se não são as cores são os tecidos, é o corte sei lá qualquer peça que não seja habitual vocês usarem, mas que está na moda e que vocês tentam a todo o custo encaixar porque está uma bagatela vai correr mal em 90% das vezes.

3) Ai vou comprar só porque está a 5.00€. A sério, até pode correr bem, mas o mais provável é que tragam mais uma ou várias coisas que não precisam para nada, que não servem para nada, e gastam 30 ou 40 euros que poderiam ser bem investidos numa peça melhor ou que realmente vos faça falta.

4) Comprar sem vestir primeiro: tirando peças básicas tudo o resto deve ser experimentado primeiro. Eu sei bem o que é enfrentar as filas longuissimas dos provadores, sei que é inverno e temos tanta tralha para despir, mas sei que é bem mais complicado ficar com o dinheiro gasto e com uma peça inutilizada no armário. Das duas uma: ou vão em horários em que não haja muitas pessoas a comprar ou arranjam uma dose extra de paciência.

Esta história que conto a seguir é veridica, mas parece anedota. Quando os hipermercados começaram a fazer promoções, houve uma senhora que comprou 12 pacotes de um sumo de sabor a pera, porque estava em promoção, ninguem da familia os bebeu porque ninguém gostava daquele sabor. Este é um bom exemplo de como as promoções/saldos acabam sempre por nos induzir a fazer escolhas erradas e a atirar dinheiro pela janela fora.

Estratégias para obter boas escolhas e não acabar a lastimar a ida às compras: 

- estipulem um orçamento e mantenham-se nele.

- olhem bem para dentro do vosso armário e anotem o que vos faz falta.

- andam de olho no num determinado artigo. Só o comprem se estiver em boas condições e for mesmo o vosso tamanho.

- na duvida não comprem, se for preciso esperem pensem um bocado e só depois tomem uma decisão. Se depois já não houver paciencia era porque não era para ser.

Este ano ainda só comprei um vestido em pele que já trazia debaixo de olho e aproveitei porque a loja tinha poucos exemplares. De resto tenho algumas listas feitas, mas ainda não passei à acção e confesso que a maior parte são peças on-line, por isso posso sempre ir acompanhando a disponibilidade dos artigos. Arrumei com o coração e deixo que a cabeça tome as decisões.

Boas compras! é o que vos desejo