quinta-feira, 4 de abril de 2013

Falta ou ausência de civismo na estrada: não tenho pachorra para isto







Eu tenho de conduzir diariamente de minha casa para o trabalho e outros trajetos que precise, sou mulher e tenho um bom carro, diz mesmo que é desportivo. Gosto de um bocado de velocidade, não demais, porque tudo que é demais é asneira. Não gosto de empatar a vida a ninguém e o que aprecio mesmo é ir no meu caminho em paz e sossego. Por isso detesto, mas detesto mesmo a falta de respeito de que sou alvo perpetrada por pessoas que me são completamente desconhecidas e das quais eu passaria bem sem me cruzar com elas.

Aqui vão as coisas mais irritantes que acontecem com frequência:

Topo da lista: Pessoas com a mania que a faixa da esquerda é delas e que dão sinais de luzes para nos arrumarmos. Eu só me arrumo quando terminar a ultrapassagem que estou a efetuar, por isso tenham calma. Se vou numa estrada cujo o limite são 100km/h e eu vou a 120 ou 130 km/h, primeiro já vou mais do que a velocidade permitida e não vou a empatar a vida de ninguém porque, a pessoa que vai atrás de mim também não pode andar a mais velocidade que eu.

O que eu gosto mesmo, mesmo é que um pouco mais à frente apareça um camião ou carro, que vá bem devagar na faixa da esquerda e o apressado tenha de ficar ali preso, porque também não pode passar pela faixa da direita.


Outra, pessoas que apesar de cometerem erros e quase causarem um acidente acham que têm imensa razão e protestam com o outro. Que grandes nabos! é o que penso logo, sigo em frente com a cabeça bem levantada e olhar fulminante e se estiver em dia "não" chamo palhaço e grande nabo (não interessa o sexo neste caso).

Terceira, ir na faixa da esquerda e ir alguém que vai o tempo todo devagar bem devagar. Quem quer andar devagar anda na faixa da direita a da esquerda é para ultrapassar. Por fim, quando são ultrapassados pela direita, acordam e começam logo a acelerar porque ficaram muito ofendidos.

Quarta, tentarem fazer despiques comigo. Eu não conduzo para competir com ninguém, eu tenho de me deslocar entre o ponto A e o ponto B só isso. Se o meu carro é melhor e mais rápido, anda mais depressa, mas eu não estou a picar ninguém.

Não usar os piscas. Aquelas luzinhas a sinalizarem para que lado vão dão um jeito do caraças aos outros é por isso mesmo que existem. 

A lista ainda é maior, mas estes são bons exemplos das más práticas na condução. Não se é tótó por respeitar as regras básicas na estrada, antes pelo contrário demonstra-se inteligência, de quem sabe o que anda a fazer.

O que eu penso muitas vezes é: como não se dão mais acidentes isso é que eu não sei. 

Boa viagem a todos




quarta-feira, 3 de abril de 2013

Eu e a moda ao longo dos ultimos 20 anos



O eterno dilema feminino

Começo por dizer que desde pequena que gosto de moda de conhecer as tendências e de apreciar peças bem elaboradas tanto na escolhas dos materiais como nos acabamentos, como nos cortes. Fui criada com costureiras e alfaiates para as senhoras e senhores da casa, e que eu própria fui usando ao longo da minha vida roupas feitas à medida. A roupa devia durar e ser estimada porque não havia assim tanta ao dispor.

Durante a minha adolescência começaram a aparecer as grandes cadeias de lojas de pronto a vestir, entre as quais a pertencentes ao grupo INDITEX e claro que como tudo o que é novidade temos de experimentar e eu embarquei alegre e feliz nas comprinhas e assim se mantiveram as coisas durante os meus 20 anos. 

Quando os 30 chegaram e depois do nascimento do meu filho (altura em que o corpo sofre algumas alterações nem sempre as melhores)  dei por mim a reparar que não gostava a maior parte das coleções que via nas lojas. Nada parecia-me satisfazer-me, era mais do mesmo (é curioso porque a oferta é muitíssimo maior agora do que à 15/20 anos atrás, mas a variedade não é assim tanta) e com uma insatisfação crescente - para piorar tudo a modista tinha deixado de trabalhar na área, porque o negócio decaiu muito e não dava para continuar - andei uns anos à deriva, até que descobri uma loja perto de casa com roupa giríssima com uma boa relação preço/qualidade e ainda por cima só compra em pequenas quantidades de forma a evitar que as clientes andem iguais. Ou seja quando preciso de alguma coisa basta ligar à dona da loja e pedir-lhe o que quero que ela faz-me uma seleção de algumas peças e depois é só escolher. 

Quanto às lojas de grande consumo são usadas com muita ponderação e depois de bem analisadas as diferentes alternativas.

Entretanto também tive outra coisa a meu favor, a costureira que tinha estado afastada voltou a ser requisitada por várias das suas antigas clientes e retomou a sua atividade e há peças que prefiro que seja ela a fazer porque são investimentos de médio longo prazo.

Conclusão há medida que os anos vão passando o gosto vai-se aprimorando, a exigência vai sendo maior e aquelas compras desenfreadas de shopping já não fazem parte da minha vida, até porque a malfadada crise obrigou mesmo a colocar travão ao consumo em grande escala.

Por ultimo ficam aqui algumas dicas que são lidas e ouvidas, mas que nunca são demais:

- Dar uma arrumação ao armário no inicio de cada estação (Agosto e Fevereiro são os meus meses) para ver o que temos e daí analisar o que vamos usar, o que já está gasto, o que já não vamos usar porque está datado e pode ser arrumado noutro lado e o que nos faz falta. Fazer listas para tudo isto.

- No armário não deve estar toda a roupa que possuímos, porque quer se tenha muita ou pouca o que acontece é que existem peças que não vão ser usadas e essas devem ser retiradas para não criar "ruído" e baralhar-nos o cérebro.

-  A roupa deve estar arrumada por tipologia, isto é, vestidos todos juntos, calças todas juntas e por aí fora. É muito mais fácil para fazer escolhas e perde-se menos tempo (agora riam-se  um bocado, se eu vos disser que aprendi esta dica com o meu marido que é o exemplo máximo de arrumação que eu conheço) 

- Periodicamente voltem a olhar para o conteúdo do armário no seu todo, porque há sempre uma tendência para descompor a ordem inicial e é necessário contar quantas camisas brancas temos, quantas calças pretas e de ganga temos, porque há sempre uma tendência para ter um excesso de algumas peças. Eu tenho algumas manias: roupa castanha, camel e preta e carteiras castanhas e camel abundam na minha coleção pessoal e por isso tenho mesmo de ter cuidado e ver e rever quantas peças povoam o roupeiro. 

- Investimentos de médio longo prazo: sobretudos, trench-coat, calças de corte direito (tipo alfaiate), vestido preto, o LBD, camisas brancas e blusas de malha. Devem ser elegidos materiais nobres e cortes intemporais. Também o calçado para o dia a dia deve ser bem escolhido para durar uns anos. 

Atentem sempre no seguinte: aos 20 anos qualquer trapinho nos assenta e basicamente serve para aquela estação, por isso podemos brincar e experimentar muita coisa. Depois dos 30 comecem a investir em peças intemporais e de qualidade que habitem alguns anos no vosso armário. Quer se queira quer não uma mulher é avaliada pelas suas escolhas no que concerne à roupa e isso vai-se sentindo à medida que os anos vão passando, porque por muito bem que a pessoa esteja fisicamente há uma maturidade que deve ser tida em conta. Mas de notar que esta maturidade não quer dizer que tenham de se vestir de forma pesadona e que não possam cometer algumas extravagâncias, mas dentro do razoável se fazem o favor. Com o passar dos anos vão adaptando a roupa à vossa idade e ao vosso corpo e espírito sem terem para isso de se transformarem nuns monos, apenas mais criteriosas e seguras de si e das vantagens que advêm com a idade e que são mais do que muitas.



O corte de cabelo do ano, segundo o New York Times







Aqui vai uma sugestão para um look de Primavera (já sei já sei, é só no calendário, porque o raio da chuva não nos larga, mas tenhamos fé que um dia estas as nuvens cinzentas vão seguir a sua viagem para outro lado)


O conceituado New York Times elegeu o novo corte de cabelo de Karlie Kloss, estilo bob  como o corte de cabelo do ano. Eu gostei tanto, que estou aqui vai não vai para pôr o meu igual. Porque apesar de gostar de cabelos longos e bem tratados, o meu cabelo fininho e sem volume dá-se melhor com estes comprimentos e na realidade cabelos longos é coisa que por cá não se assiste há algum tempo.

A ver vamos, vou ponderar mais uns dias.

 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Frase do dia:









 

"A mediocridade é pior que o piolho"


Esta frase foi proferida por Maria Ulrich* e não poderia ser mais actual


* "nasceu em Coimbra a 8 de Março de 1908, filha de Rui Enes Ulrich, já então professor catedrático na Universidade de Coimbra e de Genoveva Lima Mayer a escritora Veva de Lima. De seu pai herdou a profunda rectidão de carácter, o sentido de rigor e a total fidelidade às suas convicções, de sua mãe o espírito de fantasia e de criatividade, o horror à banalidade e à mediocridade, o sentido de convívio e de festa".

in Fundação Maria Ulrich

Dia Internacional do livro infantil







Comemora-se hoje o Dia Internacional do livro infantil, e esta data é sempre um bom pretexto para uma chamada de atenção para a necessidade de criar hábitos de leitura nos mais novos. 

 O International Board on Books for Young People criou o Dia Internacional do Livro Infantil em 1967, para homenagear o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

Eu sou uma apaixonada por livros (herdei essa paixão do meu pai) e por isso tenho incutido no meu filho desde o berço esse gosto. Os livros alimentam-nos a alma e o espírito, alargam os nossos horizontes e permitem-nos fazer viagens imaginárias não só pelos locais onde se desenrola a narrativa, mas também pelos acontecimentos históricos, pelos personagens e suas vivências, e por aí fora.

Por isso é me tão difícil entender como há tão poucas pessoas a gostar verdadeiramente de ler e acha-lo enfadonho. Suponho que a disciplina de Português não tenha dado o seu melhor contributo para mudar esta forma de pensar. Felizmente tive três professores de Português ao longo da minha vida académica que me marcaram um porque aumentou ainda mais a minha vontade de ler, e as outras duas o gosto pela escrita.

Segue aqui o link para o cartaz deste ano alusivo à data.

A minha sugestão arranjem um tempinho para ler com os vossos miúdos (filhos e para quem não os tem, irmãos, sobrinhos, primos...)  uma história e expliquem-lhes que dia é hoje. Plantem a semente da leitura e deixem-na crescer com eles, é um belo presente.
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A minha visão própria sobre as Top de Models dos 90's







Hoje na minha leitura dos meus blogues preferidos li com gosto este texto no Imperatriz Sissi. Realmente os anos 90 foram ricos em Top Models, mulheres de uma beleza estonteante, de corpos sublimes (e como o recurso ao photoshop na altura não era tão corriqueiro como nos dias de hoje, os corpos eram maioritariamente delas), acompanhadas por personalidades fortes, regra geral, que construiram carreiras de sucesso que perduram ainda hoje.

Estes eram os tempos da apologia das curvas que se queriam vincadas e se assumiam sem problemas. Nos últimos anos dos 90's e no inicio do novo século começamos a assistir ao fenómeno da androgínia e as mulheres começaram a perder as curvas até ao limite do razoável e o masculino/feminino começaram a esbater-se. 

Os criadores de moda perderam o gosto pelo feminino e durante anos viveu-se neste limbo. Até que nas ultimas estações assistimos uma tentativa franca para o regresso da silhueta feminina e as criações começam outra vez a refletir isso mesmo. 

Para mim, que sou mulher latina e que gosto das minhas curvas foi triste assistir ao movimento de androgínia, mas é com grande expectativa que assisto ao regresso, que espero seja permanente, das coleções vincadamente femininas. 

Que me desculpem as leitoras que não partilham desta opinião, mas eu gosto de mulheres femininas e não de "maria rapaz" que não são nem carne nem peixe. E muito para além das questões físicas, que a cada uma coube-lhe em sorte ter mais ou menos curvas e contra isso nada. Refiro-me ao estilo à forma de se vestir e mesmo à forma de estar, que muitas mulheres masculinizaram no tentativa vã de serem independentes ou vencerem no mundo do trabalho. I don't like it and that's it.


As minhas leituras mensais de revistas




Apesar de toda a informação que temos disponivel pelo cibermundo nos dias de hoje, eu adoro papel e por isso não dispenso ter a casa com revistas, jornais e livros por tudo quanto é sitio. Gosto do prazer de me sentar a ler (cada vez vai sendo mais dificil, porque um filho pequeno ocupa-nos bem o tempo e as leituras com ele são infantis e é sempre bom revisitar os contos da minha infância e decobrir novos). Mas voltando às minhas leituras, como dizia gosto de mexer em papel, do seu cheiro e da sua textura e por isso mesmo irei continuar a comprar livros e revistas.

A Máxima e a Vogue Portugal são as minhas revistas de leitura quase que obrigatória todos os meses. claro que compro outras de vez em quando, mas estas duas são as omnipresentes.

Tanto pelo grafismo, como pelos artigos escritos a qualidade destas publicações são de topo pelo menos para mim.

Aproveito para felicitar a nova diretora da Revista Máxima que assumiu funções recentemente e desejar-lhe que continue o ótimo trabalho até aqui desenvolvido e que tantos leitores tem fidelizado ao longo dos anos. 

E vocês gostam de ler revistas, ou renderam-se aos conteúdos digitais?