segunda-feira, 8 de abril de 2013

Estive a cuscar no blogue do Alfaiate Lisboeta




Já que os maus presságios andam por cá, tenho de arranjar formas de os combater e de que me fui eu lembrar: do Alfaiate Lisboeta. Conheço o seu trabalho há uns anitos e hoje deu para ir lá dar uma vista de olhos e amei. Através da objetiva sempre atenta deste senhor descobri uma criança amorosa a Leonor que se nota à distância que tem personalidade o quanto lhe chegue e daí o meu pensamento saltou para o meu filho que também é uma ave rara.

Como mãe gostava que ele fosse mais sossegado, que falasse menos horas por dia (sim fala o dia inteiro só se cala para dormir e pouco mais), que não contasse as peripécias da família ao primeiro que encontra na rua e lhe dá trela, que se comportasse assim ou assado, enfim um bonequinho. Mas se me abstrair das questões educacionais e pensando bem nas coisas concluo; ainda bem que me calhou um filho assim, sempre ativo, falador, com um espírito critico e analítico bem aguçado para a pouca idade, que não vai em histórias da carochinha e que defende aquilo em que acredita.

Por isso tento encontrar um equilíbrio entre o meu papel de mãe e o ser-humano que é o meu pequenote e que merece todo o meu respeito.

Quanto ao Alfaiate Lisboeta continua de parabéns pelo seu excelente trabalho que vou com toda a certeza continuar a acompanhar. E obrigada por me ter dado uma mãozinha hoje.

Segunda-feira de manhã, inicio de mais uma semana






Esta noite dormi mal (quem é que me mandou tomar café a mais ao Domingo) e custou-me imenso a sair da cama. Mas o pior nem foi isto, o pior foi mesmo a sensação de pânico que se começou a apoderar de mim enquanto me preparava para vir trabalhar. Comecei a ter uma crise de ansiedade e eu detesto solenemente esta sensação de nó na garganta, de um aperto no coração inexplicável, como uma premonição de que algo vai correr mal, isto apesar de estar tudo calmo à minha volta. Detesto porque normalmente algo acaba mesmo por acontecer de errado e é onde menos estou à espera. 

Por isso lá vou eu passar o dia ou os dias a olhar por cima do ombro, com esta sensação desagradável.

Às vezes detesto mesmo a minha intuição que me resolve pregar partidas. Estou a tentar abstrair-me, mas ela cá está, como uma sombra omnipresente. (só espero que desta vez passe, que não seja nada de muito mau, é o meu pensamento).

Xô vai-te embora sensação ruim!

domingo, 7 de abril de 2013

O jantarinho de Domingo: tarte de coelho e frango




Aqui há uns anos num fim de semana no Alentejo provei uma tarte de lebre deliciosa, que foi bem acompanhada por um Rosé Reserva de Monsaraz. Desse almoço, surgiu esta receita que é uma derivação da original, mas muito boa.

Como lebre não é coisa que se arranje por aí com facilidade comecei por experimentar com coelho e um dia em que me sobrou frango e coelho juntei tudo e descobri que também dava um bom resultado.

Aqui fica a minha receita de Tarte de Coelho e Frango

Ingredientes:

1 coelho e 1 frango (sem pele) cortados aos bocados
Alecrim
Louro
Alhos
Vinho branco
Cebola
Tomate maduro
Colorau
Azeite
Sal
2 embalagens de massa quebrada

Preparação:

Colocar o frango e o coelho em d' vinha de alho com: alho, vinho branco, sal e alecrim. deixar repousar pelo menos durante 6h.

Reduzir o tomate a puré, com o colorau e a d' vinha de alho e reservar.

Estrugir a cebola e o louro com o azeite até a cebola ficar transparente, nesta altura colocar as carnes e frita-las um pouco. De seguida regar com o puré e após levantar fervura reduzir a temperatura e deixar estufar lentamente durante 1.30h mexendo de vez em quando.

Colocar uma das embalagens de massa quebrada numa forma de tarte.

Quando as carnes estiverem prontas desfia-las e colocar por cima da massa quebrada, regar com um pouco do molho e por fim tapar com a segunda dose de massa quebrada picando a massa.

Levar ao forno previamente aquecido, a massa coze em cerca de trinta minutos.

Servir quente com uma salada a gosto ou legumes salteados.

Bon appétit



 

As minhas divagações de domingo à tarde: os sapatos








Hoje ao sair de casa dou de caras com a montra de uma nova sapataria e o que vejo eu: alguns dos pares de sapatos mais feios e foleiros de que tenho memória. Arrepiei-me toda e passei ligeirinha, mas na volta a curiosidade é tramada e lá fui eu espreitar para dentro da loja. Cruzes canhoto! É mesmo como se diz: "se é assim na montra imagino no armazém" (neste caso na loja). A verdade é que por muito más que as coisas nos pareçam, não duvido que haja pessoas desejosas de os comprar e é aí que eu quero chegar: "gostos e cores não se discutem", sempre ouvi dizer, mas se a uns sapatos de gosto duvidoso se junta a má qualidade então é um desastre total.

Os tempos estão dificeis, o dinheiro não abunda na maioria das carteiras, mas por isso mesmo devemos ter cuidado com o que compramos. O barato sai na maioria das vezes caro, porque dura pouco tempo, muitas vezes não dura sequer a estação completa e lá será necessário comprar mais um ou dois pares. Conclusão: se comprarmos dois pares baratos gastamos quase tanto como se comprarmos um par de sapatos de melhor qualidade e que podem e devem ser comprados em promoções ou se der para esperar, em saldos.

E por esta altura já estão todas a pensar, mas assim não posso ter vários pares para ir trocando e combinando. É verdade que não vão poder ter  10 pares de sapatos diferentes de uma só vez, mas vão lá chegar com toda a certeza, porque os bons sapatos escolhidos com cuidado e tendo sempre presentes algumas regras básicas duram uns anos.

Comecem pelas cores: preto, castanho, camel, nude, azul marinho fazem sempre parte e conjugam com a maior parte das cores do vestuário.

Tendências: das duas uma ou têm "olho" e andam sempre em cima do assunto para conseguirem conhecer e analisar as tendências e entender aquilo que se vai manter por uns aninhos e são as chamadas boas apostas. Ou optam pelos mais clássicos e confortaveis que se mantém inalterados por mais tempo.

Materiais: peles, camurças de boa qualidade e maleaveis são as matérias-primas de excelência.

Ah mas eu adorei aqueles sapatos azul turquesa  / amarelos / verdes / estampados que vi na montra!

Primeiro não entrem na loja para os comprar no impulso do momento gravem-nos na vossa cabeça e vão para casa pensar. Abram o armário olhem para a roupa e façam combinações mentais e a seguir decidam quantas vezes os vão usar e não se esqueçam que sapatos muito marcantes cansam-nos rapidamente. Neste caso podemos comprar um par mais barato (mas definitivamente não tão foleiro, que a vulgaridade vai gritar bem alto e aí adeus) para quando a tendência passar na estação seguinte não nos custe assim tanto.

O meu exemplo prático: sou uma pessoa clássica, mas que precisa sempre de ter um par de sapatos diferentes para aqueles dias em que a cabeça acorda virada para o outro lado e preciso de algo que me distinga no meio da multidão. Por isso gosto sempre de investir num  par de sapatos diferentes por estação nunca gastando mais de 50€. A minha aquisição desta primavera foram umas sabrinas em fúcsia, debruadas a azul indigo com aplicações em dourado usando a tendência cores néon que surgiram nas ultimas estações e que permanece na Primavera/Verão 2013.

Quanto ao par clássico da estação, ando de olho nuns scarpin nos tons pastel, porque este modelo de sapato andava arredado das colecções, mas está a regressar e vai permanecer por uns tempos.

Boas aquisições


 



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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Há comparações que não devem ser feitas






Estive à pouco a ver numa revista cor-de-rosa (qual não importa ao caso) um artigo que compara o estilo utilizado por Kate Middleton e Kim kardashian nas suas gravidezes e pensei de mim para comigo, estão a gozar ou quê? Primeiro as envolvidas são pessoas completamente opostas entre si, com estilos totalmente diferentes, corpos diferentes, por isso a questão é: mas qual comparação? Não se compara a agua e o vinho ou o mel e o fel. 


 Eu sei que há montes de fotos a fazer comparações entre ambas desde os vestidos de noiva a toiletes diversas, mais uma vez sem qualquer sentido. O problema é que uma engordou um bom bocado (lá muito bem não lhe fará nem ao bebé, mas pronto) e a outra continua quase na mesma  (hum... também não sei será assim muito bom, mas vá). Ou seja quer se queira quer não estão a ridicularizar a mais cheínha e atirar-lhe à cara a elegância da outra, e isso em mulheres grávidas é mesmo golpe sujo.


Há dias em que se pudesse andar de bengala e fazer uso dela era uma maravilha






Estes objetos que servem não só para ajudar quem tem dificuldade em andar, mas também são símbolo de elegância, está em desuso, mas é pena, primeiro porque há peças destas que são lindíssimas, depois porque tenho na ideia que dão um porte muito digno a quem as usava  e usa como acessório de moda.

Quanto a mim, eu gostava mesmo de aplicar umas boas bengaladas nas costas dos hipócritas e falsos que me assolam a existência, ah como eu gostava!

Umas bengaladas "queirosianas" bem assentes é que era.




quinta-feira, 4 de abril de 2013

Receita Vegetariana: Chop Suey de seitan


Imagem ilustrativa



Ingredientes para 4 pessoas

- 500 grs de seitan cortado em cubos perquenos

- 1 embalagem de mistura de legumes chinesa

- Molho de Soja q.b.

- Azeite ou óleo de girassol

- Cogumelos laminados

Preparação:

Levar o azeite ou óleo conforme a preferência ao lume e quando estiver quente adicionar primeiro os cogumelos laminados e frita-los um pouco, de seguida colocar a mistura de legumes e saltear mais um pouco, adicionar o seitan e logo a seguir o molho de soja a gosto. Se necessário acrescentar um pouco de água e deixar estufar durante 15 min.

Et voilá está pronto! Acompanha-lo com um arroz branco seco e soltinho

Bon appétit