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terça-feira, 8 de julho de 2014

No Domingo fui a um batizado

e claro que não vou falar da cerimónia já sabem como é, miudos a serem ungidos com óleo e molhadinhos na água, se a coisa correr bem não choram muito e deixam os pais e padrinhos menos embaraçados etc etc.  

Vou mesmo falar dos modelitos, porque a minha alma ficou pasma. Nos casamentos a coisa já vai sendo usual, mas num batizado? Quer dizer é uma cerimónia que não exige o mesmo grau de toilete que um casamento pede, ou pelo menos eu aprendi assim. Então como é que eu chego à Igreja e vejo um desfilar de toiletes que o único sitio onde estariam bem seria numa qualquer gala de um reality show dado o mau gosto e pinderiquice revelados. Desde novas a menos novas era tudo de vestidos compridos de tecidos sintéticos e foleiros, em alguns casos adquiridos em qualquer loja "Duti Chinoi" (atenção esta expressão já tem direitos de autor, mas podem usa-la que eu não me zango e a autora da mesma também não) havia três criaturas que iam todas de verde água com os respectivos a fazer pandan com gravatas verde-água pareciam umas aves raras. Havia um espécime que deve ter vindo de algum bar de alterne e nem teve tempo de mudar de roupa - vinha de lantejoulas dos pés à cabeça e micro saia e sapatos iguais à roupa tudo em prateado. Havia senhoras gorduxas metidas em lycras dos pés à cabeça com as banhas a bambolear quais odaliscas. Homens a tentarem parecer-se com jogadores da bola e mulheres a tentarem parecer-se com as suas respectivas.

Lantejoulas e mais lantejoulas


Olhem um pavor, um susto a sério a certa altura eu pensei em fugir porque era simplesmente too much. Só me consegui acalmar quando vi as convidadas do batismo a que eu estava ali a assistir estavam vestidas de forma sóbria  e  quase pareciamos todas "parentas" pobres das outras. Ah ah ah ah ah!!! Ou então não claro. Está bom de ver que quando nos juntamos todas na festa foi uma risota pegada e um gozo. Desde: Viste aquelas três todas de verde? Vi. Pareciam umas ninfas do bosque. Olha e aquela miuda que levava uma tira de flores muito apertada na cabeça pobrezinha com um vestido carregadinho de flores? Pois era. Pareciam todos bons para entrarem na proxima Casa dos Segredos. Olha é melhor que ir ao circo, nunca se viu tanto palhaço junto. 

Conclusão a necessidade de exibicionismo e de se mostrar data da corte do D. João V e mantém-se actualissima, o que piorou substancialmente foi a qualidade dos tecidos e das joias, porque figurantes existem cada vez em maior número. Ressalvo desde já que não convém esquecer que este monarca nos deixou legados arquitetónicos belíssimos espalhados por todo o país, só tinha era a mania das grandezas e foi na sua corte que se assistiam a grandes desfiles onde o próprio monarca aparecia para se mostrar, daí que eu tenha feito esta comparação.



Como a minha mãe sempre diz quando vê exemplos de exibicionismo e pretenciosismo: são os genes de D. João V que ficaram, filha.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Casamentos noutros tempos: 1936



Achei engraçado terem-me me enviado este excerto acerca do casamento das professoras primárias, porque eu tenho uma tia que foi professora primária e já tinha ouvido contar lá em casa que quando ela se casou teve de pedir autorização para o fazer (década de 60). Agora tive oportunidade de ler com mais detalhe os requisitos e perceber que de certa forma o governo tinha uma palavra a dizer acerca do futuro destas suas funcionárias.  Não faço ideia se existia para outras profissões, mas atendendo a que mulheres no mundo do trabalho na década de 30 não era coisa lá muito comum, talvez me ocorram as enfermeiras mas essas trabalhavam em hospitais onde se calhar havia outras regras, se calhar só houve preocupação em legislar e proteger de alguma forma as professoras.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Frase do dia: sorriso

Esta foi roubadinha do mural do FB, mas voces já sabem que quando gosto de uma coisa tenho de a partilhar convosco.



Sim podemos usar roupas magnificas, mas se não as fizermos acompanhar de um sorriso não têm o mesmo valor, nem assentam tão bem. 

Quantas vezes já nos cruzamos com pessoas que nos alegram o dia só por causa de um simples sorriso. Não vou usar o chavão que a beleza interior é o que conta, porque convenhamos que uma boa apresentação ajuda, mas o certo é que conheço pessoas com um sorriso tão luminoso e afável que remete pra segundo plano a dita beleza exterior.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Poema à Deusa do Outono

Encontrei casualmente este poema Carga da Deusa do Outono no blogue Ao Pé do Fogão e gostei tanto que decidi partilha-lo.
Carga da Deusa do Outono
Eu Sou a lua decrescente,
a Deusa que se despede da terra.

Na Primavera, procurei o meu Senhor,
e com ele me deitei sob as árvores e as estrelas.

Em Beltane, casei com o meu Senhor,
debaixo dos primeiros ramos das acácias.

E no verão, fiz amadurecer as maçãs nos pomares,
e os frutos cresceram redondos e fortes, como a semente no meu ventre.

Aquando da colheita do trigo,
eu abati o meu Senhor
para que, pela sua morte, o nosso povo possa ser alimentado.

E atualmente, em Outono,
desço para o reino de baixo,
para residir com o meu Senhor no seu sombrio reino,
até que a nossa criança nasça.

No Solstício de Inverno, porei ao mundo a criança
e reviverei a vossa esperança.

E em Imbolc estarei eu mesma de regresso,
para renovar a terra.

Deixo-os, mas retornarei para vocês.

Quando virem o meu poder diminuir,
e as folhas das árvores caírem;

Quando a neve apagar, como a morte,
qualquer vestígio de mim sobre a Terra.

Então procurem-me na Lua,
e lá nos céus vereis a minha alma,
elevar-se devagar entre as estrelas.

E neste sombrio período,
quando a Lua está coberta pelas sombras.

E que não há nenhum vestígio de mim no Céu ou sobre Terra;

Quando olharem para fora
e que as vossas vidas pareçam frias, sombrias e estéreis;

Não permitem que o desespero corroa os vossos corações.

Porque quando estou escondida,
apenas estou a renovar-me;
Quando declino,
preparo-me para retornar.

Recordam a minha promessa e olhem no vosso interior,
pois lá, encontrará o meu espírito, aguardando aqueles que me procuram;

Porque perto da fonte do vosso ser,
eu sempre espero por vós.

Tripla eu sou;
Uma em Três;
O meu corpo a Terra,
a minha alma a Lua,
e no interior do teu Ser mais profundo,
o espírito eterno, 
o meu.
©Vivianne Crowley, traduzido e livremente adaptado por Brydea

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Espelhos quebrados

 

Esta manhã parti um espelho, deixei-o cair ao chão e lá se espatifou. Tenho de aqui admitir que sou um bocadinho supersticiosa e por isso sabendo que partir um espelho dá 7 anos de azar fiquei com medo quando tive este acidente doméstico. Confesso que tive de fazer um esforço por racionalizar e dizer a mim própria que estava a ser tola. Para eliminar de uma vez por todas as minhas duvidas "googlei" sobre este assunto e descobri este texto que achei bastante interessante e decidi partilha-lo. Acho que pelo sim pelo não vou resgatar os restos do espelho ao caixote do lixo e enterra-los, só por via das dúvidas.

 "Como surgiu a superstição de que quebrar espelho dá sete anos de azar?

A mitologia e o folclore estão repletos de histórias sobre as propriedades sobrenaturais do reflexo, fornecendo algumas pistas para a origem dessa superstição. O exemplo mais famoso é o mito da Grécia antiga sobre Narciso, que se apaixonou pela própria imagem refletida num lago, mas morreu de inanição ao passar o resto da vida tentando acariciá-la. "Essa história mostra que a beleza, assim como o reflexo, é efêmera e transitória. A quebra da imagem representa simbolicamente a própria morte", diz o helenista Antônio Medina Rodrigues, da Universidade São Paulo, Brasil: também na Grécia antiga um método de adivinhação chamado catoptromancia deu outro impulso importante à superstição. Provável precursor da bola de cristal, o método consistia em usar um copo raso ou uma tigela de louça com água para refletir a imagem da pessoa que queria saber de sua sorte. Se durante a sessão o recipiente caísse e quebrasse, significava que a pessoa iria morrer ou os dias vindouros seriam catastróficos.
Os romanos adotaram esse costume de adivinhação grega, acrescentando que a má sorte se estenderia por sete anos, tempo que acreditavam levar para se iniciar um novo ciclo de vida do ser humano. O pânico diante da possibilidade de que o reflexo fosse quebrado existia porque a imagem refletida era tida como a própria alma da pessoa. Esse tipo de interpretação explica o aparecimento de outras lendas posteriores, como a de que os vampiros não aparecem no espelho - justamente por não terem alma. Quando surgiram os primeiros espelhos de vidro, no século 16, na cidade de Veneza, na Itália, a superstição passou a ter também uma grande utilidade econômica. Como os espelhos custavam caro, os serviçais que os limpavam eram advertidos de que quebrá-los traria muito azar. Essa superstição se tornou tão popular no mundo inteiro que até um antídoto para ela acabou sendo inventado. Quem der o azar de quebrar um espelho, precisa moer os cacos até eliminar qualquer reflexo, ou então enterrá-los no chão. Simples, não?"

in Mundo Estranho


quinta-feira, 18 de julho de 2013

#01 Estórias e Lendas de Outros Tempos: A Espada de Dâmocles

Pintura de Richard Westall-1812
 
 
Dâmocles, era um cortesão bastante bajulador na corte de Dionísio I de Siracusa - um tirano do século IV a.C.em Siracusa, Sicília

Ele dizia que, como um grande homem de poder e autoridade, Dionísio era verdadeiramente afortunado.

Dionísio ofereceu-se para trocar de lugar com ele por um dia, para que ele também pudesse sentir o gosto de toda esta sorte. 

À noite, um banquete foi realizado, onde Dâmocles adorou ser servido como um rei

Somente ao fim da refeição olhou para cima e percebeu uma espada afiada suspensa por um único fio de rabo de cavalo, suspensa diretamente sobre sua cabeça. Imediatamente perdeu o interesse pela excelente comida as  mordomias do cargo,  e abdicou de seu posto, dizendo que não queria mais ser tão afortunado.
 
Esta espada que paira sobre a cabeça dos que detém grande poder lembra-os constantemente que esse grande poder lhes pode ser retirado, por outro lado é uma referência ao bónus / ónus que um grande poder acarreta sempre.