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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Sou uma visita na minha casa







Desde há uns tempos que sinto que vou a casa fazer uma visita ver os outros que lá moram e tudo a correr, porque o tempo está contado para voltar para o trabalho, onde passo a maior parte do tempo com as pálpebras abertas. Estar longas horas num sitio quando quero e preciso de estar mais tempo em casa com a família com aqueles que verdadeiramente me importam é algo que está definitivamente a mexer comigo. Para eles passo sempre de fugida porque o trânsito e as obrigações profissionais me obrigam a estar longas horas por dia amarrada a uma cadeira seja do carro seja da secretária. 

Estou cansada, exausta de tentar estar em todo o lado em simultâneo e cumprir com tudo o que tenho para cumprir. 

Eu até sou a favor da independencia financeira adquirida pelas mulheres quando lhes foi dada a oportunidade de trabalharem fora de casa, mais as realizações profissionais adjacentes, mas sinto-me ao mesmo tempo presa numa armadilha de não conseguir dar conta nem da vida profissional nem da vida pessoal.

Porque a verdade é que é verdadeiramente alucinante o ritmo imposto. 

Existem leis que foram criadas para contrabalançar um bocado as coisas, como por exemplo a que permite ajustes nos horários de trabalho ou acompanhamento de filhos, mas estas leis não são na realidade cumpridas por um grande número de empresas e são vistas não como um direito do funcionário, mas antes como uma benesse do empregador. 

Sim, hoje estou mesmo a queixar-me e a lamentar a minha sorte e a de milhares de outras pessoas que se sentem tão insatisfeitas quanto eu.

Ando a pensar como vou dar a volta a isto e um destes dias a coisa vai mudar, ai vai vai.

 







quinta-feira, 7 de agosto de 2014

#01 Diário de férias

Penso que isto não acontece só comigo e muitas pessoas também têm dificuldade em desligar-se de tudo nos primeiros dias de férias - ou vá pelo menos aquelas que não vão para qualquer lado. Conclusão: ainda andei a terminar uns assuntos pendentes no trabalho e a tratar de algumas coisas para as quais não disponho de tanto tempo no resto do ano. Por isso e apesar e não haver horários há compromissos e ainda não me sinto mesmo em descanso. Depois tenho outro problema, o sono: seria de esperar ter umas boas noites de sono, mas depois de duas noites em que dormi 9 horas seguidas começaram as insónias, é uma parvoeira, mas é verdade. Acordo entre as quatro e as cinco da matina fico no mínimo 1 hora às voltas na cama e depois adormeço e depois durmo mais do que o que é habitual e na noite seguinte repete-se o filme.

Aqui há uns anos li que estes problemas são recorrentes em pessoas com rotinas diárias e que subitamente as alteram, o remédio mesmo é esperar até serem criadas novas rotinas.

Este ano estou contente por ter a hipótese de tirar três semanas de férias, porque uma já vai a meio e eu ainda ando às voltas.

Ter filhos pequenos também é outra questão. Por exemplo se por um lado é bom os miúdos já não dormirem a sesta de tarde porque podemos sair de casa, confesso que arranjar entretenimento para tantas horas é um desafio e como o meu pimpolho não tem irmãos nem primos que morem perto conta mesmo é com os pais. Por isso e por muito porreiro que seja estar todo o dia com ele há alturas em que se torna em mais uma espécie de emprego, o emprego da brincadeira e vá a nossa pedalada não se aproxima nada coma  a dele.

Há sempre programas claro que há, mas ainda assim ele veio equipado com pilhas Duracel e por isso quando os pais estão quase KO ele continua como aquele coelhinho do celebre anuncio - sempre a tocar.

É uma animação, mas eu quero um pouquinho de mais tranquilidade, ou queria, quem sabe daqui a 10 anos quando ele já fizer uns programas com os amigos eu possa ter mais sossego eheheheh

 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Cenas Minhas: para os dias de cão

Todos os temos, aqueles dias em que os demónios se soltam e nos infernizam a existência. Hoje deixei este comentário num outro blogue e resolvi partilha-lo aqui com vocês para que ajuda não seja só para um.



Ok todos temos dias de cão e eu tenho 38 quase a fazer 39 e tenho dias, ou madrugadas, que as neuras aparecem a qualquer hora, e as minhas começam normalmente às 5h da matina. Entendo perfeitamente essa frustração, também tenho um emprego da treta que serve para pagar as contas e às vezes mal chega. Se há receitas de felicidade ou para mudar de vida também não as conheço e se mudar de vida é num click não é não, minha senhora. Mudar de vida só é um click para quem não tem famílias a cargo ou mesmo tendo-as tem riqueza suficiente. A minha receita? Evitar a todo o custo ser esmagada pela diabólica frustração: ter 6 coisas boas em que pensar quando os demónios se soltam e usa-las para combate-los repetindo-as em voz baixa até que eles se arrumem. Viver um dia de cada vez e manter um projecto de vida, um trabalho ou qualquer outra coisa, e acreditar que um dia vai acontecer. Era isto e um abraço.

INÊS
 

sábado, 2 de agosto de 2014

Isto da blogosfera até pode ser coisa boa

Deixem-me contar-vos uma coisa: desde que ando nisto da blogosfera que me tem permitido conhecer pessoas simplesmente maravilhosas. Pessoas que apesar de não conhecer pessoalmente - gostava imenso, quem sabe um dia - passaram a fazer parte da minha vida e muitas vezes sem o saberem têm a palavra, o conselho e a ideia certa quando eu mais preciso. Gosto muito disto, provavelmente nunca as teria conhecido se não fosse pelos blogues, por isso creio que esta coisa do mundo virtual e da blogosfera quando bem utilizada pode servir para nos ajudarmos a sermos um pouco melhores a construirmos e enriquecermos-nos enquanto pessoas. Temos é de encontrar os parceiros certos para que isso aconteça e eu tenho tido muita sorte com isso.

Queria deixar aqui ficar o meu bem haja a todos quantos por aqui passam.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quando as palavras nos falham haja quem erga a sua voz

Aqui fica um texto que li à pouco escrito no blogue Assobio Rebelde que descreve de forma dura, mas real o drama partilhado por tantas famílias.

Um Dia Isto Tinha Que Acontecer


"Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. 
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. 
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?"

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Porque é que se faz tanto alarde por causa da amamentação?




É coisa que não entendo. 

Na segunda metade século XX e neste inicio do século XXI tem se vindo a assistir a debates acesos sobre este tema. De um lado os defensores acérrimos do aleitamento materno, do outro os que defendem o direito da mulher a não amamentar e as industrias dos leites adaptados a impingirem esse tipo de alimentação e no meio de tudo isto as desgraçadas das mães que com tanta informação e pressão social acabam perdidas, muitas deprimidas, muitas revoltadas. O que deveria ser um acto perfeitamente normal deixou de o ser para um elevado número de mulheres.

Umas amamentam para além do limite do razoável outras não querem sequer pensar nisso por mais de 2/3 meses e digladiam-se em praça pública por isso. 

Eu tenho uma experiência pessoal diferente da maioria das minhas amigas e conhecidas. Devido ao parto complicado que tive o meu organismo activou as suas defesas para sobreviver e não produziu o leite necessário para alimentar o meu filho. Foi uma resposta biológica ponto. Eu entendi isso, um ou outro profissional no hospital entenderam isso, mas a maioria não. Como tive de estar internada mais dias do que é usual eu e o meu filho passamos um mau bocado, tudo porque me queriam quase obrigar a inventar leite para dar ao bebé. Foram dias complicados, eu sentia-me mal porque queria alimentar o meu filho como é suposto e não conseguia, os profissionais que deviam ajudar martirizavam-me a cabeça que eu tinha de insistir, que tinha de ter paciência, que o leite ia subir. E o meu filho que tinha nascido pequenino e magrinho a chorar com fome. O que vale é que quando cheguei a casa tive liberdade para fazer o que entendi: confirmei que o leite por mim produzido era tão escasso que não dava para nada (durante 24 horas eu produzia o equivalente a uma mamada, imaginem a fome que o miudo passou) e arranjei leite adaptado. Hoje tenho um filho saudável e forte (lagarto, lagarto, lagarto).

Conclusões: 

Hospitais que se dizem amigos do bebé lembrem-se que é muito lindo ostentar esse título, mas se  pelo meio  algo correr mal à mãe e o bendito do leite não aparecer, estar a dar cabo da psique da mãe e trata-la como uma mera fornecedora de leite faz de vocês maus prestadores de cuidados neo-natais.

Futuras mães no geral tenham juízo, pensem pela vossa cabecinha e o que decidirem fazer só a vocês ao vosso filho e ao pai dizem respeito. Todos vão ter uma opinião é sempre assim por isso não vale a pena tentar cumprir cegamente umas quantas regras que ninguém sabe bem quem se lembrou de inventar ou martirizar-se por não atingir os parametros em vigor.

Às que não sabem muito bem o que fazer posso dizer-vos que é lógico e natural amamentar, faz bem ao bebé e à mãe, é económico, o leite está sempre à temperatura certa, não têm de sair da cama quentinha em pleno inverno apanhar frio na cozinha a aquecer o biberão. Posto isto também vos digo que se nos primeiros três meses sentem que passam o tempo com as mamas de fora,  não vos apetece faze-lo, não se sentem lindas e maravilhosas porque um dos vossos melhores atributos está alterado e muitas vezes com um aspecto pouco atraente, que qerem as mamas de volta só para vocês, se sentem alividas porque o leite secou tudo isso é perfeitamente normal e saudável e não é por isso que são piores mães que as outras que amamentam até aos 5 anos.

Aos fundamentalistas da amamentação materna: minhas caras e meus caros é tudo muito lindo na teoria, mas assentem os pés na terra porque a vida real e a prática são bem diferentes do que vem nos livros. Não há nada de errado nas crianças que são exclusivamente amamentadas a leites adaptados, nem as mães que optam por não amamentar desde cedo são piores mães por isso.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Stresses nossos de cada dia



Eu que detesto trabalhar em cima do joelho e andar numa lufa-lufa calhou-me na rifa um individuo (a quem deram um cargo de chefia, porque o mundo está ao contrário) que não sabe, desconhece completamente o que significa método e ordem, que vive no eterno caos. 

Quando sou convocada para trabalhar com tal pessoa, regra geral é para resolver alguma urgência, a meio de uns trabalhos que supostamente deveriam ter começado 8 dias antes, mas como não há método e ordem ficaram metidos numa pasta qualquer e depois  aqui d' el rei que se faz tarde.

De principio eu ficava tolinha porque tentava dar resposta a tarefas dignas de super-mulher. Até ao dia em que me cansei a sério e percebi que quem se lixava no fim era eu. Agora deixo claro desde o inicio que não assumo a responsabilidade pela execução atempada das tarefas, por me estarem a ser entregues em cima da hora. Não há horas extras, nem dores de cabeça, nem nada.

Muita calma nessas horas é o fundamental.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pessoas que vivem com o complicometro ligado




Definição de complicometro (uma das melhores para mim)

"O complicómetro é um dispositivo mental que actua de forma aleatória e cuja principal função é tornar a vida sempre mais difícil"

in Blogue Com Muito Prazer

Todos conhecemos pessoas complicadas, que parecem ter um raciocinio em espiral e que qualquer simples questão se torna num argumento para uma longa-metragem.

Eu conheço alguns exemplos, mas daqueles bem pesados, que não conseguem formular uma questão direta que para perguntarem as horas, estão 20 minutos a falar do trânsito (foi non-sense, mas é verídico).

São aquelas pessoas que nos enviam um e-mail com 6 questões cada uma delas com 3 sub-questões e que no fim nos deixam exaustos só para os tentar compreender e nem sequer queremos pensar na trabalheira que nos vai dar a responder àquilo tudo. No fundo são balelas que não interessam a ninguém e cuja a resposta já está dada à muito tempo, mas que por um motivo obscuro que só o próprio sabe tem de ser novamente esclarecido. 

Recentemente recebi um e-mail deste género, como não me apetecia nada ter de perder tempo com ele, sabem o que fiz? Mandei-o para outro personagem igualmente complicado, mas bem mais habilitado do que eu para responder. Muito bom, assim deixei dois complicometros a entenderem-se e prossegui com as minhas tarefas.

A estratégia para as conversas ao telefone ou pessoais (das quais não conseguimos ver-nos livres) passam por ser muito pouco comunicativa, responder com frases curtas e não sorrir. Como não há abertura a tendência é acabarem por se calar. 

Quando ainda estava nos meus inicios de vida profissional caía sempre no erro de ser simpática e lhes dar muita trela e depois passava largos minutos a esclarecer questões que não terminavam nunca e acabava muitas vezes irritada interiormente com a sensação que tinha estado a perder minutos preciosos do meu dia. Pior é que acabavam sempre por me vir bater à porta com novas questões sobre aquilo que tinha acabado de lhe ser explicado. 

Conclusão: os individuos por mim identificados como complicometros são agora aviados em poucos minutos e com a vantagem de não se atreverem a insistir novamente porque percebem que o assunto está arrumado. Acabaram-se as simpatias e as comunicações abertas.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Frase do Dia: A costela de Adão



Aqui há uns anos li este pequeno texto e registei-o no meu caderninho de apontamentos e aqui abro um parenteses para dizer que  gosto de fazer as coisas old fashion way e por isso tenho caderninhos para tudo, porque gosto mesmo de escrever à mão e de anotar tudo que leio e que me interessa e as ideias que me surgem assim de repente e receitas e sei lá o que mais.

Deixo-vos o texto:

"Cuida-te muito em fazer chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada ou da cabeça pars er superior; senão do lado para ser igual (...) debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada".

in Talmude

Façam o favor de não esquecer isto


terça-feira, 28 de maio de 2013

Os macacos de imitação desta vida

Pelo menos este macaco é fofo


Volto a dizer, para que não haja dúvidas, que sou uma pessoa pacata que tento levar a minha vida sem me meter com ninguém e adorava que me fizessem o mesmo, mas não! Tenho um  chato copista que desde que cruzou o meu caminho tudo me deseja. Seja o trabalho, a vida privada os hobbies, tudo é motivo para ser copiado. Se eu tenho, se ponho ou disponho a outra alminha vai a correr atrás para arranjar igual ou até mesmo surripiar. 

De princípio pensei eu e outras pessoas que estava a ficar com uns parafusos soltos e me estava a tornar numa daquelas pessoas com a mania da perseguição, mas uns tempos mais tarde provou-se que o meu juizinho está cá todo, a criatura é que é mesmo macaco de imitação. Uma pessoa muito próxima avisou-me há anos atrás que este macaco não era flor que se cheirasse e tinha toda a razão.

Confesso que depois da penúltima (a última soube-a hoje) decidi aceitar esta pessoa na minha vida tratando-a com a educação que é devida e percebendo que pelo menos a minha vida sempre é mais interessante do que a dela e que ter macacos de imitação na nossa vida significa que andamos cá a fazer algo que valha a pena ser copiado ou desejado. E isto é bom, certo?

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Hoje deixei-me levar para as nuvens



Hoje os meus pensamentos vagueiam por lugares assim




Porque há dias assim, apesar do sol que brilha lá fora, do calor que finalmente se faz sentir e de tudo isto ser mais do que um bom pretexto para animar o espírito, tal não acontece. Hoje sinto-me presa numa modorra da qual nada me parece arrancar. Até mesmo o passeio habitual da hora do almoço não alterou em nada este estado. 


Esta noite tive um pesadelo terrível como não tinha há anos, e desde que acordei sinto-me a pairar num limbo em que nada me parece real. Ando lá por cima no sotão dos meus pensamentos e não me apetece mesmo nada ter de realizar as tarefas rotineiras que se cumprem todos os dias. Executo-as em modo automático com o corpo presente, mas a mente ausente. Sei que não pertenço a este sitio, a este trabalho, sei também porque tenho de cá estar, mas preciso muito de criar outros mundos e outros projetos, de alimentar os sonhos que tenho para que nunca se desvaneçam. Este é o neu escape, a minha forma, ainda que alienada de manter a sanidade mental, porque o mundo à minha volta está enlouquecido e eu não aceito subjugar-me à nova ordem de ideias e de comportamentos. 

Lembro-me sempre da frase proferida no filme Doutor Jivago pelo homem preso na viagem de comboio.

"Eu sou o um homem livre e ninguém me tira essa liberdade."


domingo, 19 de maio de 2013

instintos coisas importantes na nossa vida








Vou usar o título de uma canção, que não é nada o meu género, mas que se adequa bem ao que aqui quero deixar ficar
 
"Folow your instinct no matter what they say"
 
 
De facto muitas vezes não sigo um determinado instinto por considerar que racionalizar é melhor, e sabem o que mais na maior parte dos casos tenho de admitir que o meu instinto estava certo, por isso vou começar a ter juízo e a seguir mais vezes my instinct.
 
 
 
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Moral da história: anda tudo às avessas




Eu sei que o que aqui vou escrever vai constituir um choque para muita mulher que o ler, mas confesso que tem mesmo de ser.

Antes de mais quero por esclarecer alguns pontos:

Acredito na igualdade de direitos e obrigações entre homens e mulheres que se traduz em direitos jurídicos, direitos laborais e direitos humanos.

Acho que ninguém é superior ou inferior só por ser mulher ou homem. Devemos estar no mesmo nível , devemos olhar-nos olhos nos olhos e respeitarmo-nos mutuamente.

Posto isto avancemos.

Eu embirro com... mulheres "machistas", não lhes chamo feministas, porque o pensamento delas é igual ao dos homens que afirmam que não têm de fazer nada. São aquelas que apregoam aos quatro ventos que não sabem cozinhar, que não sabem pregar um botão, que não dão roupa a ferro, que não cuidam dos filhos, que só querem prendas e atenções dos respectivos, mas pouco ou nada lhes dão em troca; em suma que se estão nas tintas para as questões domésticas e mesmo amorosas.

 Umas afirmam que  os maridos adoram cozinhar (que remédio têm, senão passam fome); outras sentem-se humilhadas e injustiçadas perante os homens que têm em casa e vai daí antes que seja tarde invertem esta posição e tratam de fazer-lhes a eles aquilo que elas julgam depreciativo. Ainda existem as sornas e mimadas, nunca fizeram nada em casa porque as mãezinhas não queriam; outras consideram que isso de tratar da casa e da família é coisa de avozinhas que ficavam em casa todo o dia. E quando ganham mais regra geral  acham que têm pseudo direitos adquiridos.

Eu fui educada para saber governar uma casa, sei fazer todas as tarefas domésticas, claro que gosto mais de umas do que de outras. E em minha casa as tarefas são divididas, mas eu sei em última análise que é minha função cuidar para que tudo esteja em ordem. Não me sinto minimamente mal por causa disso, não acho que o meu marido devesse ter este trabalho (claro que eu estou casada com uma pessoa equilibrada e justa e ambos ficamos incomodados quando presenciamos situações referidas no parágrafo anterior).

A minha mãe sempre me ensinou que devemos saber tudo, porque mesmo quando se  tem empregadas, governantas, etc (a minha mãe sempre teve e eu aprendi na mesma) é preciso saber orientar o trabalho e saber se as coisas estão a ser bem executadas e se for necessário corrigi-las.


Quando as mulheres ficavam em casa as suas funções eram: cuidar da casa, da familia e muitas infelizmente eram bem exploradas por maridos intrataveis sem dúvida alguma. Quando as mulheres começaram a sair de casa para trabalharem está claro que viram o seu tempo para as lides domésticas reduzido. Isto é uma verdade, tal como também é verdade que muitos homens continuam a sentar-se à espera que lhes apareça tudo à frente, não se importando da sobrecarga que isso representa, e é por isso que muitas mulheres da minha idade, mas sobretudo mais novas olham para estas situações  (muitas vezes próximas) e pensam: a mim não me fazem isto nem que para isso eu me torne no macho da casa, eu é que vou ficar sentada e o palerma que faça tudo. Pensam que ganham alguma coisa com isso, mas não ganham. Primeiro, nenhuma relação funciona de forma duradoura e estável com situações de dominio de um sobre o outro. Segundo se as mulheres acham que pelo facto de trabalharem têm o direito a não fazer nada em casa, têm de perceber que os homens também têm esse mesmo direito. Terceiro se nenhum dos dois perceber como governar uma casa vai andar tudo numa rebaldaria e isso vai aumentar as discussões entre ambos e vai minando a relação. Quarto receber pessoas em casa sem a terem apresentável nem saberem como receber dá muito mau aspecto believe me. Quinto quer queiram quer não, é verdade que as mulheres têm mais queda para as questões domésticas. Foram séculos de dominio feminino no lar, não pensem que isso desaparece só porque há três gerações (nem um século) as mulheres foram trabalhar.

Depois do exposto façam um favor a vocês mesmas: não tentem fazer deles cinderelos, porque só vão estar a sabotar tudo e aprendam que não se faz ao outro aquilo que não queremos que nos façam a nós. Não acreditem que se fizerem dele vosso criado e ficarem sentadas no sofá a coisa vai correr bem, porque não vai.

E agora às meninas que têm uns parceiros que gostam muito do sofá: antes de assumirem a postura atrás descrita optem por utilizar outras estratégias. Não desistam de ter a colaboração deles e comecem por coisas simples, não se esqueçam de elogiar o que fizeram e não os critiquem. Lembrem-se: "mais depressa se apanha uma mosca com uma colher de mel do que com um barril de fel".







quarta-feira, 8 de maio de 2013

As máscaras: por muito que queiram um dia elas caem



Não estou a falar de máscaras de Carnaval que se usam por três dias e depois arrumam-se num baú ou deitam-se ao lixo.

Falo das máscaras que vejo nos rostos dos outros ao longo de meses ou mesmo anos a fio e que lhes permite ocultarem-se para não revelarem os seus verdadeiros propósitos.

A mim, que sempre fui uma pessoa emotiva e que tenho grandes dificuldades em ocultar o que me vai na alma (é mau em algumas situações, mas no geral corre tudo bem), sempre me fez muita confusão pensar como é possivel viver-se assim escondido.

Há máscaras de muitos tipos: as que nada revelam - não há alegria, nem tristeza, nem surpresa, nem medo, nem nada que as faça mudar. Depois há aquelas que exibem um sorriso vazio e têm voz afinadinha, tudo sempre no tom correcto. E que dizer das revelam arrogância, desprezo e um certo fastio por tudo que as rodeia.

Mas como tudo o que não é genuíno, mas estudado e calculado corre riscos de ser descoberto. Ou porque  o individuo que aí se oculta não é assim tão bom a mascarar-se, ou porque por muito que queira há um momento em que a máscara por fim cai. São nesses momentos, em que se estivermos atentos vemos um lampejo da alma, ou noutros casos um monstro.

Ao longo dos anos fui desenvolvendo um certo "olho clinico" para descortinar o que se passa atrás da máscara. Em termos profissionais é frequente encontrarem-se máscaras de toda a espécie e que escondem todo o tipo de artimanhas que podem muitas vezes ser usadas contra nós. No relacionamento pessoal também dá imenso jeito desenvolver esta capacidade para se evitarem as más companhias ou vermo-nos livres delas mal soe o sinal de alarme, e em última análise quando temos mesmo mesmo de as manter proque não há como dar a volta, saber como lidar com a pessoa.

Tem-me acontecido detetar que alguém é falso até ao tutano e prevenir sobre essa pessoa e quem é prevenido ficar de cara à banda a olhar para mim sem acreditar. Semanas, meses depois vem ter comigo a dar-me razão, porque acabou por ser vitima do salafrário.

Por isso estejam atentos às máscaras e desconfiem sempre que o vosso instinto vos diga alguma coisinha, porque ele raras vezes se engana.











sábado, 27 de abril de 2013

Vivo num país à beira mar plantado...





Que se fez ao mar imenso para descobrir outros continentes, outras culturas, que apesar de pequeno construiu um império imenso que deu cartas na Europa ao lado de outros bem maiores.

Este é o país que eu admiro e honro apesar de ter nascido vários séculos mais tarde.

O país em que vivo actualmente nada se assemelha à descrição anterior. Desenganem-se todos quantos pensam que somos periféricos, que somos pequenos, que somos do Sul, que estamos entalados no canto da Europa e que pouco ou nada podemos fazer.

O que o que acontece é que as mentalidades são pequenas, são pobres, são perifféricas, são invejosas, são medíocres, são apáticas.

Quando mais de 50% da população nacional vê e pelos vistos aprecia a trash TV (reallity shows de qualquer formato e programas de entretenimento duvidoso) quando estamos inundados de pseudo famosos de carácter duvidoso com uma vidinha mais oca e vazia que o cerebro de uma galinha, quando a moral foi atirada às urtigas e valores como a honestidade, o respeito, a integridade, a lealdade, a honra não constam da vida de muitos, significa que estamos mal, muito mal.

No outro dia li que a estupidez tem o seu quê de bom e muitas pessoas a usam para sobreviverem neste mundo (pode ler-se país). Pausa para digerir isto: como é que alguém pode achar que fazer-se passar por estúpido é melhor do que demonstrar a nteligência com que se foi dotado? (não estou a referir-me aquelas situações esporádicas e contextualizadas, claro). Mas a seguir penso: ah agora entendo porque é que há tanto chefe (leiam patrão, diretor, administrador, etc) burro. São so chamados "chicos-espertos" que descobriram que serem estupidos lhes traz mais vantagens (leia-se monetárias e de carreira).

E com pão e circo se entretém o povo já diziam os romanos e tinham razão. Claro que o pão já vai escasseando em algumas casas, mas o circo continua a entreter e a estupidifcar cada vez mais este povo que assim se vai acomodando e fingindo de burro.

Mesmo quando se manifesta fá-lo em rebanho, porque ao certo ao certo não sabe o que ali faz.

Claro que há uma percentagem da população que se recusa acomodar-se que se nega a fingir-se de estupido só porque sim, mas esses são olhados de lado e as oportunidades são-lhes negadas.

A estes digo: não desistam nunca de lutar por vocês e porque a esperança num país digno não pode morrer.




Sabado de descanso










O meu cérebro recusa-se a ativar as suas celuazinhas cinzentas e funcionar em modo crativo, por isso vou ali e volto mais logo.

Have a nice Saturday

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sabem o que não gosto mesmo nadinha...



... de pessoas que só nos cumprimentam quando lhes apetece.




Conhecem este tipo?

Trabalhamos ou moramos há anos no mesmo sítio vemo-nos regularmente, mas há pessoas que só cumprimentam quando estão para aí viradas. Eu não entendo isto, a mim ensinaram-me a cumprimentar as pessoas com quem me cruzo porque isso é boa educação.

Ou seja quando não recebo resposta fico a falar sozinha e com um sorriso na cara para um(a) malcriado(a) e eu detesto isto. 

Por isso tive de adotar uma táctica para aqueles que eu sei serem habitués neste comportamento. Começo a observa-los à distância e dependendo da avaliação que faço opto por acenar com a cabeça num gesto de cumprimento ou verbalizo um cumprimento a meio tom para que apenas aquela pessoa me ouça.

Assim garanto duas coisas: que não fico a fazer figura de parva e mantenho o meu bom tom. 

Existe um número reduzido de pessoas que eu simplesmente  faço questão de nem sequer olhar para elas, mas essas são as que fazem parte da minha lista negra, porque alguma me fizeram. Todos temos uma lista destas, certo?



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Estou fartinha e não me interessa que seja sexta-feira









Tenho a dizer que ando fartinha de aturar gente estupida, sem-educação, má mesmo má, arrogante, narcisista, mesquinha, egoísta, mentirosa compulsiva. De há uns tempos para cá  o mundo onde me movo parece estar povoado de criaturas assim. Eu tento, bem que me esforço por não reagir, porque sei que é perda de tempo desgastar-me, que devo fechar os meus ouvidos. Mas isso só resulta de vez em quando, porque a minha pessoa também tem direito a ter os seus dias sem pachorra para estupidezes agudas, em que só me apetece responder torto.

Deiam-me uma folga please! Vão pregar para outra freguesia, desamparem-me a loja, vá de retro!

Pior para mim eu sei, porque fico com os nervos em franja e perco a paciência e descarrego em quem não tem culpa, mas quando isto me acontece parece que se começa a formar uma espiral dentro da minha cabeça que não pára. Por isso o melhor é fechar a boca, evitar ao máximo o contacto com outros seres humanos.



 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ahhhhhh! Preciso de um relógio que pare o tempo







A esmagadora maioria das pessoas vive num frenesim constante e desdobra-se em multiplas tarefas ao longo de um dia e eu não sou exceção.

Não me dou parada por muito tempo. Só para terem uma ideia, num destes Domingos fomos tomar café depois de almoço ao café  perto de nossa casa e eu ao fim de 30 minutos já estava em modo disco riscado: vamos embora! vamos embora! porque não vamos embora! tenho muito que fazer!
Claro que só fomos embora passado um bom bocado e eu sempre com a sensação: estou eu para aqui alapada quando tenho livros e revistas para ler, dois posts para escrever, roupa para lavar and so on.

Não consigo desligar, aliás consigo, mas só se fizer um esforço sobre mim própria e tiver um propósito: ler ou ver alguma coisa especifica na TV. Estar parada sem propósito só se estiver doente mesmo.

Pelas razões atrás descritas dou por mim a pensar muitas vezes numa expressão usada pelos americanos e que se resume: o dia tem 24 horas e a noite outras 24h. Ah como eu gostava de saber fazer este malabarismo, mas ainda não perdi a esperança.

Claro que a minha terapeuta da coluna (sim faço parte do grande numero de pessoas que sofre de problemas de coluna, tenho desvios e sofro muito de contratcturas musculares) me dá na cabeça, me diz que tenho de abrandar, que sou uma bomba relógio, faz-me lá umas coisas porreiras para me descarregar a bateria, mas eu simplesmente não me dou parada.

Por isso se alguém conseguir fazer expandir as horas eu agradeço a dica.

 



terça-feira, 16 de abril de 2013

Um dia a língua solta-se e as verdades verdadinhas saem todas de rajada







Sabem os pacotes de açucar da Nicola que dizem: "um dia ... hoje é o dia". Pois a minha frase seria:

Um dia as verdades saem-me pela boca fora. Hoje é o dia!

Claro que eu estou a falar de duas ou três situações em específico que envolvem pessoas com quem tenho de ter alguma prudência para que depois não me lixem. Mas que estou por um fio estou. 

São pessoas que na sua essência não valem nada, são como aquelas maçãs muito lindas por fora, mas podres por dentro. E é precisamente por serem tão podres por dentro que eu preciso de cautela. E assim entre as duas meninas iguais a mim que habitam aqui dentro: uma com aureola e asinhas de anjo, a outra com os chifres e a cauda de demónio eu tento manter o  equilíbrio. Mas um dia deixo a Inês diabinha actuar, só está à espera da melhor oportunidade.