Aviso: Este é um blogue pessoal e intransmíssivel onde são escritas coisas que me passam pela cabeça. Umas vezes sou um doce noutras nem por isso.
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sábado, 7 de dezembro de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Eu avisei que o escorpião ia fazer das suas: porque é que com tantas opções tudo compra roupa no mesmo sitio
Apesar de não estar nestas andanças da blogosfera assim há tanto tempo, tenho visto vários blogues sobretudo relacionados com a área da moda e não posso deixar de notar que os looks que fazem furor pertencem essencialmente ao grupo INDETIX, Primark, H&M e pouco mais.
Eu que nunca gostei de andar igual aos outros, não não sou snob ou tenho a mania, simplesmente causa-me alguma confusão andar a ver nos outros a roupa que tenho em casa, cansa-me a vista. Sempre foi assim e por isso não é agora que vai ser diferente.
Eu também compro algumas peças nestas lojas (poucas é verdade e fujo das mais básicas e comercializaveis para evitar o look repetido), nas minhas sugestões gosto sempre de misturar, não querendo com isso dizer que ocasionalmente não possa usar um look único. Mas haja ponderação, porque limitar-se a fazer compras nas mesmas lojas de sempre não é sinal que se conheça assim tanto de moda.
Nos últimos anos a proliferação de lojas on-line de marcas diversificadas, a aposta cada vez maior na personalização dos looks leva-me a colocar esta questão: porque é que a esmagadora maioria das mulheres suspira pelas mesmas peças, iguais de preferência?
Será que não deixaram os bancos da escola e continuam a gostar de usar uniformes?
Será que não têm bom gosto suficiente para fazer algo diferente?
Será que têm medo de serem excluídas de algum pretenso grupo?
O que a minha experiência pessoal me diz é que as mulheres anseiam por algo diferente, mas depois têm medo de arriscar, julgo que trata do receio de se destacarem no meio da multidão, mas será?
Deixo todas estas questões no ar, a ver se alguém me ajuda a compreende-las.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Velhos do Restelo, haja a santa paciência
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| Velho Restelo 1904 Columbano Museu Militar de Lisboa. |
Quem não conhece o Velho do Restelo dos Lusíadas de Luis de Camões. Esse personagem símbolo do pessimismo e conservadorismo que não acreditava no êxito da epopeia dos descobrimentos.
Confesso aqui que não tenho paciência para este tipo de postura perante tudo quanto é novo e por isso quando alguém me vem com o discurso que não vale a pena arriscar porque não vai resultar lembro-me sempre deste personagem. De principio explico com paciência os motivos pelos quais se deve seguir por um novo caminho ou arriscar numa nova solução. Mas nem sempre resulta, porque o Velho do Restelo é obstinado e está constantemente a repisar no mesmo pensamento: não se faz porque não resulta, porque é novo e deve ser só para enganar os incautos. Ora à terceira ou quarta vez que tenho de explicar a mesma coisa, a paciência está no fim e mostro o meu lado de mandona rematando com: já disse porque vou fazer e por isso ou ajuda ou eu arranjo outro que o faça.
A minha tese de licenciatura foi sobre a resistência à mudança no meio empresarial por isso há muitos anos que sei que Velhos do Restelo há muitos por aí e temos é de convence-los de que o que é novo não é sinónimo de ser mau, sem experimentar não se pode saber.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Traições há muitas; depende de nós seguir em frente
Todos nós temos as nossas doses de traições sejam amorosas ou profissionais acontece mesmo que a pessoa se meta na sua vida e não ande à procura de problemas, volta não volta aparecem-nos pelo caminho uns lobos com pele de cordeiro, que acabam por espetar-nos a faca nas costas.
Lembro-me que a primeira vez que passei por isto a desilusão foi tremenda porque a pessoa em questão esteve muito próxima de mim durante anos. O certo é que a primeira vez que eu tive algo que ela queria mostrou o seu lado negro e atacou-me de forma baixa e vil e deu-me uma trabalheira enorme voltar a colocar tudo nos eixos. Fiquei a ganhar, mas criei uma carapaça (tão dura como a das tartarugas) e aprendi a confiar nos outros não de forma cega, mas com ponderação e tendo sempre em atenção que a oportunidade faz o ladrão. Já voltei a passar por outras situações sobretudo a nível profissional e posso dizer que todas estas más experiências acabaram por se revelar grandes aprendizagens. Passa-se sempre por um período que eu designo por travessia do deserto, porque o caminho se torna árido, dificil, porque nem sempre é fácil vislumbrar um lado mais positivo para o que acabou de acontecer. A perda de confiança naquela pessoa em concreto acaba por se alargar muitas vezes a outras e começa-se a olhar por cima do ombro e a imaginar onde se esconde o próximo inimigo.
Só com o tempo e o distanciamento dos acontecimentos vamos vislumbrando as oportunidades que nos apareceram, ajudas que fomos recebendo e aí conseguimos entender que o mal que nos foi feito teve contrapartidas positivas.
Se quem nos tramou se mantém na nossa vida por força das circunstâncias aprendemos a lidar com ele e a evitar que nos volte a espetar a faca nas costas.
É bem verdade que aprendemos mais com as dificuldades porque nos obrigam a sair da nossa zona de conforto e a testar os nossos limites.
Aquilo que não se deve fazer é deixar-se destruir ou por outro lado entrar em processos de vingança. Ninguém merece que nos percamos e a justiça tarda mas não falha.
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