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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Conselho do dia: E se em vez de discutir escrevesse

No seguimento da linha de pensamento quando falar só piora tudo ocorreu-me uma outra ideia: escrever tudo o que me apetecia dizer quando estou aborrecida. Resultado elaborei um longo texto que fui lendo e corrigindo e depois de o ter lido e corrigido até ter encontrado a redação final dobrei o papel e guardei-o durante uns dias a ver. Três dias depois reli pela última vez o que tinha escrito e de repente já não me pareceu assim tão importante e por isso destruí o papel e esqueci o assunto.

Se se deve fazer isto com tudo? Claro que não, porque há situações em que é preciso falar expor por vezes discutir e no final ultrapassar a seguir em frente. Mas noutras tantas ocasiões há coisas que na altura nos parecem importantíssimas, mas que se falarmos de cabeça quente podemos arranjar um conflito por algo que passados três dias deixou de ter qualquer importância porque as soluções foram surgindo, porque o facto de escrevermos e reescrevemos faz-nos pensar até que ponto isso deve ser falado ou não.

A serenidade que adveio de eu me ter mantido em silêncio enquanto descarregava a minha raiva no papel foi o mais importante.

E por hoje é isto. Escrevam pelo bem das vossas relações, mas escrevam em privado não vale publicar isso aí só se vai arranjar ainda mais sarilhos.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Conselho do dia: quando conversar só piora tudo


[Gabriel García Marquez] que esteve casado 56 anos com a mesma mulher dizia mais ou menos o seguinte nas suas memórias: "Quando nos casais as pessoas se zangam, há quem diga que devem falar um com o outro, esclarecer tudo exaustivamente, até ao fim; pois eu dou o conselho oposto: quando há um problema no casal, um mal-entendido, uma zanga, o melhor é não falar e deixar passar um tempo. A conversa só vai agravar a situação."


Só hoje descobri esta frase e só vos digo uma coisa, este é um dos melhores conselhos que podem ser dados e que eu gostaria de o ter recebido há uns anos atrás. No meu caso descobri por experiência própria ao fim de quase 8 anos de casada. 

Devia eu ter aí uns 18 ou 19 anos (ainda nem namorava com o meu actual marido) e ouvi num programa de televisão uma entrevista a casais com 40 e 50 anos de casados e lembro-me se uma senhora que estava casada há 50 anos dizer que nunca deixava o marido sair de casa aborrecido com ela porque ele poderia encontrar na rua quem lhe desse mais atenção e que não ia para a cama sem fazer as pazes com ele se tivesse havido zanga. Olhem achei este conselho excelente (afinal se o casamento durava à 50 anos é porque alguma coisa eu teria a aprender) e foi assim que pautei o meu casamento e foi a pior coisinha que fiz. Tentar fazer as pazes e conseguir dialogar quando as partes estão zangadas e de cabeça quente só faz com que a disussão se prolongue por horas. Lembro-me de perder noites a tentar fazer as pazes com o resultado precisamente oposto.

Até que um dia no meio de uma discussão e como já não estava a aguentar mais meti-me noutra divisão da casa e fiquei lá umas duas horas. Ninguém falou durante esse tempo e o que aconteceu quando eu saí? Já estava tudo mais calmo e o motivo da discussão esquecido. Ou seja eu tentava em vão acalmar o meu marido e leva-lo a conciliar-se comigo falando calmamente sobre o que o estava a incomodar quando é sabido que os homens não gostam de falar, não porque sejam uns brutos insensiveis, mas porque simplesmente o cérebro deles funciona de uma maneira diferente do nosso e para eles a melhor forma de resolver os problemas é mesmo ficar em silêncio e lidar com eles interiormente.

Por isso se aquela senhora conseguia entender-se com o marido através do diálogo e acalmar as coisas quando as partes estão zangadas bom para ela, mas acredito que seja mais comum a situação oposta. Quando os ânimos estão exaltados não é a melhor ocasião para tentar fazer as pazes. Só dando o tempo necessário para a reflexão e o silêncio ajudarão. Se sentirem necessidade de voltar a falar do motivo da discussão façam-no noutra altura. Agora não se esqueçam: tentar longas conversas com o homem pode ser frustrante e não dar em nada. Longas conversas são com as amigas que essas sim gostam de esmiuçar tudo e analisar todos os prismas e ângulos das questões. 

Mulheres conversam porque têm essa necessidade. Homens resolvem as suas questões no cérebro de forma mais simples e linear e em silêncio.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Casamentos noutros tempos: 1936



Achei engraçado terem-me me enviado este excerto acerca do casamento das professoras primárias, porque eu tenho uma tia que foi professora primária e já tinha ouvido contar lá em casa que quando ela se casou teve de pedir autorização para o fazer (década de 60). Agora tive oportunidade de ler com mais detalhe os requisitos e perceber que de certa forma o governo tinha uma palavra a dizer acerca do futuro destas suas funcionárias.  Não faço ideia se existia para outras profissões, mas atendendo a que mulheres no mundo do trabalho na década de 30 não era coisa lá muito comum, talvez me ocorram as enfermeiras mas essas trabalhavam em hospitais onde se calhar havia outras regras, se calhar só houve preocupação em legislar e proteger de alguma forma as professoras.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Acerca do divórcio de Bárbara Guimarães e Manuel Carrilho




Eu sou apolosgista da frase popular que diz: "entre marido e mulher não metas a colher". Porque cada casamento é único, tal como o são os dois participantes nele. 

Posto isto, há a ressalvar que deveriam existir regras básicas transversais em todos os relacionamentos sendo uma delas a de manter um nível minimo de respeito, por muito mal que a coisa tenha corrido, também é sabido que isto raramente é cumprido o que é mau.

De tudo o que já li sobre este assunto o que mais gostei foi deste excerto do texto escrito por Henrique Monteiro, no seu blogue no Jornal Expresso "Chamem-me o que quiserem" e que aqui vos deixo transcrito.

"Qualquer casal desavindo tem os seus exageros, mas ninguém tem o direito de arrastar publicamente o nome do outro (dos pais do outro - avós de seus próprios filhos) pela lama. Ninguém tem o direito de dizer o que ele disse sobre a vida íntima da ex-mulher. E ele, filósofo, ex-deputado, ex-ministro da Cultura, ex-embaixador, sabe bem a distinção entre o bem e o mal. Opta pelo mal, provando que este também é banal, demonstrando que existe a possibilidade de ele se inscrever em pessoas por mais demãos de camadas de verniz tenham em cima. A lição de Filosofia de Carrilho é que os nossos antepassados podem estar errados. Podem não bastar a civilização e o conhecimento para um homem (ou uma sociedade) praticar o bem.

Cada ser tem as suas possibilidades abertas e o livre arbítrio de escolher um caminho. O caminho de Carrilho, mais do que condenável é lastimoso. Apenas merece aquela compaixão devida aos que já estão condenados por crimes graves."

terça-feira, 30 de julho de 2013

Guião para uma noiva sem stress



Resolvi escrever este post porque quando tenho noivas por perto é me sempre solicitada alguma ajuda, porque já por lá passei e lembro-me bem do trabalho que dá preparar tudo para que seja um dia memorável. Há tantos pormenores em que pensar que pode-se tornar stressante e para descomplicar um pouco aqui vão algumas regras gerais a ter em conta.



Rule nr 1: “Less is more” – esta expressão que foi usada pela primeira vez por Andrea del Sarto no século XIX para nos mostrar que a noção de simplicidade e clareza assentam sempre bem. 


Rule nr 2: Nós é que usamos a roupa e os acessórios e não o contrário. Escolher o vestido e os acessórios que nos façam sentir seguras e confiantes na imagem que pretendemos passar aos outros. A noiva é o centro das atenções no dia do seu casamento e por isso é fundamental que esteja bem na sua pele. Nada pior do que transmitir insegurança e angústia porque não está certa de estar a fazer boa figura.


Rule nr 3: O casamento é uma cerimónia, seja religiosa ou civil, por isso tem de haver rigor e sobriedade no que se utiliza: o vestido, o calçado, os acessórios, a maquilhagem, as unhas e o próprio penteado.


Rule nr 4: Existem regras de protocolo que devem ser observadas porque manda-las às urtigas só porque se pensa que são antiquadas e que se quer uma coisa informal é o caminho certo para serem cometidos erros e se ficar mal visto aos olhos dos convidados. Pensamentos como: a festa é minha e do meu namorado e nós não somos nada dados a formalismos por isso let’s go party, ou isso não tem nada a ver comigo eu quero uma coisa simples são maus princípios. A festa é dos noivos certo, mas como em qualquer festa vão receber pessoas, muitas ou poucas é irrelevante. Convidados diferentes com idades diferentes e que têm de se sentir bem e sentirem-se bem-vindos. Por isso acreditem que seguirem algum protocolo e terem o cuidado de criarem um ambiente minimamente formal vai ser melhor. Mesmo no baile é importante que se lembrem de diversificar a música para terem participantes e não pessoas sentadas com um ar enfadado.  


Rule nr 5: Testar tudo antes e atempadamente para no dia estar tudo ao nosso gosto. Um erro comum das noivas é centrarem-se no vestido e fazerem as provas exigidas e o resto, logo se vê. Depois quando se olham ao espelho têm um ataque de pânico porque a pessoa que está ali refletida não é a própria e não há tempo para corrigir nada, nem cabelo e muito menos maquilhagem. Marcar provas para cabelo e maquilhagem.


Rule nr 6: Rosto, claro que devemos tratar do nosso rosto o ano inteiro, mas a verdade é que muitas mulheres ainda não o fazem e pensam que a maquilhagem tudo resolve. Não é assim tão verdadeiro, a base de uma boa maquilhagem é a hidratação da pele e isso não se consegue  por milagre no dia. Quem tem a felicidade de ter uma pele normal (raro mas existe) orgulhe-se da sua pele. Para as meninas de pele seca, sensível, mista, oleosa ou com outro qualquer problema invistam uns meses antes em produtos que se adequam ao vosso tipo de pele e na semana anterior façam um tratamento mais profundo, ou em gabinete de estética ou em casa como preferirem, vão ver que a diferença é bem visível. Não me canso de recomendar o uso de um protetor solar mesmo nas morenas, há sempre o envelhecimento cutâneo e manchas do sol.  


Rule nr 7: Unhas tendências IN & OUT

OUT: Manicure francesa, é verdade este tipo de manicure saiu de cena.

IN: Cores nude para as noivas

Entre as muitas marcas existentes seleciono a LCN e a Nails for Us que têm paletas de cores lindas e uma boa relação qualidade/preço. Se fizerem manicure numa esteticista confirmem as cores que têm ao dispor e se não vos agradar nenhuma façam esse investimento e comprem um verniz porque os tons nude usam-se sempre e por isso se justifica o investimento.

Não aplicar gel nas unhas a menos que se queira passar a usa-lo, porque depois para o retirar o processo é aborrecido e danifica as unhas. As unhas de gel são para ficar. A outra solução, verniz gel que se pode colocar e retirar depois sem qualquer problema.


Um outro tópico nos cuidados corporais, a depilação em zonas que não é habitual fazer, por exemplo braços e se estivermos a falar em usar cera. Se de facto for importante fazer algum tempo antes para ver a reação da pele e evitar ficar com os braços “marcados” se a experiência correr menos bem.

Outros posts sobre a temática dos casamentos e dos seus preparativos vão ser apresentados.