quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Espelhos quebrados

 

Esta manhã parti um espelho, deixei-o cair ao chão e lá se espatifou. Tenho de aqui admitir que sou um bocadinho supersticiosa e por isso sabendo que partir um espelho dá 7 anos de azar fiquei com medo quando tive este acidente doméstico. Confesso que tive de fazer um esforço por racionalizar e dizer a mim própria que estava a ser tola. Para eliminar de uma vez por todas as minhas duvidas "googlei" sobre este assunto e descobri este texto que achei bastante interessante e decidi partilha-lo. Acho que pelo sim pelo não vou resgatar os restos do espelho ao caixote do lixo e enterra-los, só por via das dúvidas.

 "Como surgiu a superstição de que quebrar espelho dá sete anos de azar?

A mitologia e o folclore estão repletos de histórias sobre as propriedades sobrenaturais do reflexo, fornecendo algumas pistas para a origem dessa superstição. O exemplo mais famoso é o mito da Grécia antiga sobre Narciso, que se apaixonou pela própria imagem refletida num lago, mas morreu de inanição ao passar o resto da vida tentando acariciá-la. "Essa história mostra que a beleza, assim como o reflexo, é efêmera e transitória. A quebra da imagem representa simbolicamente a própria morte", diz o helenista Antônio Medina Rodrigues, da Universidade São Paulo, Brasil: também na Grécia antiga um método de adivinhação chamado catoptromancia deu outro impulso importante à superstição. Provável precursor da bola de cristal, o método consistia em usar um copo raso ou uma tigela de louça com água para refletir a imagem da pessoa que queria saber de sua sorte. Se durante a sessão o recipiente caísse e quebrasse, significava que a pessoa iria morrer ou os dias vindouros seriam catastróficos.
Os romanos adotaram esse costume de adivinhação grega, acrescentando que a má sorte se estenderia por sete anos, tempo que acreditavam levar para se iniciar um novo ciclo de vida do ser humano. O pânico diante da possibilidade de que o reflexo fosse quebrado existia porque a imagem refletida era tida como a própria alma da pessoa. Esse tipo de interpretação explica o aparecimento de outras lendas posteriores, como a de que os vampiros não aparecem no espelho - justamente por não terem alma. Quando surgiram os primeiros espelhos de vidro, no século 16, na cidade de Veneza, na Itália, a superstição passou a ter também uma grande utilidade econômica. Como os espelhos custavam caro, os serviçais que os limpavam eram advertidos de que quebrá-los traria muito azar. Essa superstição se tornou tão popular no mundo inteiro que até um antídoto para ela acabou sendo inventado. Quem der o azar de quebrar um espelho, precisa moer os cacos até eliminar qualquer reflexo, ou então enterrá-los no chão. Simples, não?"

in Mundo Estranho


Sem comentários:

Enviar um comentário

A gerência agradece os vossos comentários